Casa da Palavra Mário Quintana completa 23 anos

Espaço cultural marca data com sarau e exposição retrospectiva; equipamento de literatura foi criado em 1992, com a presença de Augusto de Campos

Crédito: Anderson Pedro/PSA

Para comemorar os 23 anos de existência, completados no último dia 6, a Casa da Palavra Mário Quintana abre nesta quarta-feira (30), exposição retrospectiva feita por funcionários do local que ambientará os espaços através do uso criativo de livros que estavam para descarte e ficarão dispostos em espiral no hall de entrada. A nova mostra fica em cartaz até 31 de outubro. A exposição será aberta com um sarau e reunirá todos os coordenadores que dirigiram o espaço. O cardápio da noite contará com show de MPB,com a banda Pedra Bruta, discotecagem com a DJ Fabiana Macedo e performance do coletivo Oralidade Poética.

A ideia, de acordo com a coordenadora do espaço, Rosana Banharoli, é passar em revista toda a história cultural do equipamento, inaugurado no atual endereço – Praça do Carmo, 171 – em 1992. “A Casa da Palavra é um equipamento que atende a todas as linguagens, com ênfase na literatura contemporânea, portanto, recebe as mais diversas manifestações artísticas em seus espaços”, comentou Banharoli.

Construída no final dos anos 1920, o casarão faz parte dos imóveis andreenses de construções de fase posterior aos sobrados. A área que compõem a casa e seu entorno foi comprada do Banco de São Paulo por Paulina Isabel de Queiroz, esposa de Antonio Queiróz dos Santos. O terreno com 1.126 m², foi arrendado pela Prefeitura de Santo André em 1938 que instalou ali a Escola Profissional Mixta Secundária e a Seção de Puericultura. Mais tarde, em 1948, houve a instalação do Serviço de Assistência Médico-Hospitalar e Pronto-Socorro de Santo André.

Os serviços foram interrompidos em 1952, quando o então prefeito Fioravante Zampol instalou o Gabinete do Prefeito, mantido no local até a inauguração do Centro Cívico, em 1968. Antes disso, porém, o imóvel foi declarado de utilidade pública, em 1964, com vistas à desapropriação, passando, de fato, a bem púbico no começo dos anos 1970. Nos anos 1970 e 1980, o local foi ocupado pela Junta Militar, e até o início dos anos 1990 quem ocupava o espaço era o departamento de Promoção Social do município. 

Em 6 de setembro de 1992, o espaço passou a abrigar a Casa da Palavra. A inauguração contou com a presença do poeta Augusto de Campos. O novo equipamento cultural passou, portanto, a difundir e promover a formação, voltado ao atendimento de apreciadores e amantes de literatura, pesquisadores, pensadores, artistas e produtores. De março a outubro de 1998, o antigo casarão passou por reforma, com o intuito de modernizar as instalações, cujo estrutura é a que se mantém nos dias atuais. A reinauguração do espaço se deu em novembro de 1999.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 16/08/2023
  • Fonte: FERVER