Casa da Palavra recebe Afro-X em evento que une Samba e Hip Hop
O evento Samba e Hip Hop na Casa da Palavra traz Afro-X a Santo André neste sábado para celebrar os 473 anos da cidade com entrada gratuita
- Publicado: 23/04/2026 20:52
- Alterado: 23/04/2026 20:52
- Autor: Gabriel de Jesus
- Fonte: PSA
A Casa da Palavra Mário Quintana, em Santo André, consolida sua posição como centro de diversidade cultural ao sediar neste sábado (25/04), o evento “Samba e Hip Hop na Casa da Palavra”. A celebração integra o calendário oficial de comemoração dos 473 anos do município e conta com a presença de Afro-X, expoente do rap nacional. A programação gratuita ocorre das 15h às 20h e reúne diferentes manifestações da arte urbana e ancestralidade.
Integração de linguagens e música popular
A proposta do evento reflete o compromisso da instituição com as múltiplas formas de expressão que utilizam o verbo como ferramenta de transformação. Segundo Julio Mendonça, coordenador da Casa da Palavra, a missão do espaço é atuar como um polo de escuta e difusão das artes plurais.
“As artes da palavra são muitas, diversas, plurais. Não é só literatura com L maiúsculo. As artes populares como a música popular também fazem parte fundamental disso. O samba, o hip hop e o rap têm uma grande importância na história da tradição e invenção da música brasileira moderna. Assim, essas linguagens criativas estão e estarão presentes na Casa da Palavra”, afirma Mendonça.
Poesia falada e o protagonismo do samba
As atividades começam às 15h com o Slam Fya, comunidade de batalha de poesia falada da região. O movimento se diferencia da literatura convencional ao focar na oralidade e no ritmo, onde slammers apresentam textos autorais de até três minutos em busca da maior nota da competição. A dinâmica busca uma conexão direta com o público através da performance política e artística.
A partir das 17h, o coletivo Juntos dá Samba assume o palco. Criado em Santo André em 2017 e liderado por Lagbará Aiyabà e Musangolo Mvaluto, o grupo promove a valorização da cultura afro-brasileira. Com forte protagonismo feminino, a apresentação na Casa da Palavra mescla ritmos como jongo e ijexá, unindo música, dança e resistência.
Narrativas ancestrais e o encerramento com Afro-X
Às 18h, o artista Ba Kimbuta apresenta a contação “A História de Moname”. A obra autoral, inspirada em vivências familiares, narra a trajetória de um menino de ascendência africana. Kimbuta, que iniciou sua trajetória na militância artística em 1995, traz para a Casa da Palavra uma bagagem acumulada em grupos como Conde Favela e Banca Audácia.
O encerramento do cronograma festivo fica sob a responsabilidade do rapper Afro-X, a partir das 19h. Conhecido nacionalmente por ter fundado o grupo 509-E ao lado de Dexter na Casa de Detenção de São Paulo, Afro-X é um dos precursores do hip hop no Brasil. Em sua fase atual, o artista mantém o conteúdo social em suas letras enquanto explora novas sonoridades, servindo como referência de superação e relevância cultural para as novas gerações que frequentam a Casa da Palavra.