Cary-Hiroyuki Tagawa morre aos 75 anos

Aos 75 anos, Cary-Hiroyuki Tagawa, o icônico Shang Tsung de 'Mortal Kombat', faleceu após um AVC, deixando um legado inesquecível na cultura pop

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O cinema de ação e artes marciais está de luto. Cary-Hiroyuki Tagawa, o ator nipo-americano que emprestou seu carisma e presença imponente a uma série de vilões memoráveis, morreu aos 75 anos. O falecimento ocorreu em sua residência em Santa Bárbara, nos Estados Unidos. Segundo informações divulgadas pela mídia internacional, o artista enfrentou complicações decorrentes de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

A notícia, que gerou comoção imediata entre fãs e colegas de trabalho, foi confirmada por sua empresária, Margie Weiner. Em um depoimento emocionado, Weiner ressaltou a natureza única do ator. “Cary era uma alma rara: generoso, atencioso e infinitamente dedicado à sua arte. Sua perda é imensurável. Meu coração está com sua família, amigos e todos que o amavam”, declarou em entrevista, enaltecendo não apenas o profissional, mas o ser humano por trás dos papéis. A partida de Cary-Hiroyuki Tagawa marca o fim de uma era para os amantes do cinema cult e das grandes produções de Hollywood.

Cary-Hiroyuki Tagawa: Shang Tsung e a imortalidade na cultura pop

Embora sua extensa filmografia contenha inúmeros sucessos, o papel que imortalizou Cary-Hiroyuki Tagawa na memória do público jovem e gamer foi, sem dúvida, o feiticeiro Shang Tsung no filme Mortal Kombat (1995). Sua interpretação do vilão manipulador, que roubava as almas dos adversários, é considerada até hoje um dos pontos altos da adaptação do clássico jogo de luta. A famosa frase “Sua alma é minha!”, proferida com a voz grave e o olhar penetrante de Tagawa, se tornou um bordão da cultura pop.

Apesar da carreira consolidada, a jornada de Cary-Hiroyuki Tagawa até o estrelato não foi direta. Nascido em Tóquio, no Japão, ele passou parte da infância no sul dos Estados Unidos, seguindo os passos de seu pai, um militar nipo-americano. Sua mãe, Ayako, que tinha sido atriz de teatro no Japão, chegou a desencorajá-lo a seguir a carreira cênica, citando a escassez de papéis de relevância para atores asiáticos na indústria cinematográfica da época.

A virada profissional aos 36 anos

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Antes de aceitar o desafio da atuação, Tagawa explorou um leque diversificado de ocupações, mostrando uma resiliência notável. Em seu currículo pré-cinema, constam trabalhos como cultivador de aipo, motorista de limusine e caminhão de pizza, além de ter atuado como fotojornalista.

Apesar das dúvidas maternas e dos desvios profissionais, Cary-Hiroyuki Tagawa deu sua grande virada nas artes cênicas apenas aos 36 anos. Sua estreia oficial aconteceu em 1987, no aclamado filme O Último Imperador, dirigido por Bernardo Bertolucci e vencedor de nove estatuetas do Oscar.

Um legado de vilões e papéis de destaque

A partir de sua estreia tardia, a presença marcante de Cary-Hiroyuki Tagawa se tornou constante em grandes produções. Ele se especializou em interpretar figuras de autoridade, muitas vezes vilões ou antagonistas que exerciam poder e controle. Essa persona o levou a integrar o elenco de obras de peso que definiram o cinema de ação e guerra:

  • 007 – Licença para Matar (1989), onde enfrentou o agente secreto britânico.
  • Planeta dos Macacos (2001), no remake dirigido por Tim Burton.
  • Pearl Harbor (2001), um drama de guerra épico.
  • Memórias de uma Gueixa (2005), baseado no best-seller de Arthur Golden.

Ainda que a morte por AVC seja uma perda lamentável, o extenso e notável trabalho de Cary-Hiroyuki Tagawa garante que sua alma artística, ao contrário do que fazia seu personagem Shang Tsung, viverá para sempre no panteão dos grandes nomes de Hollywood.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 05/12/2025
  • Fonte: FERVER