Carnaval sem assédio ganha campanha em Diadema
Na programação de Carnaval deste ano, a Prefeitura de Diadema alerta a população no combate ao assédio e à violência contra mulher. O objetivo é sensibilizar a população sobre o tema
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 16/08/2023
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Em todo o Brasil, apenas durante o período do carnaval de 2016 foram registrados 3.714 denúncias de assédio, agressão e outros abusos a mulheres.
A Prefeitura, em parceria com a fotógrafa Julliane Albuquerque, vai divulgar nas redes sociais e sites do município, uma campanha que conta com algumas das fotos do ensaio “Alegoria”. “A Prefeitura se preocupou com esse número alarmante do ano passado e, por isso, decidiu fazer uma campanha com as fotos para conscientizar homens e mulheres”, disse Carla Dualib, secretária de Comunicação.
De acordo com o levantamento feito pela Secretaria de Políticas para as Mulheres, das 3.714 denúncias, 1.901 corresponderam a violência física; 1.056 violência psicológica; 279 cárcere privado; 266 violência moral; 124 violência sexual; 85 violência patrimonial e 3 tráfico de pessoas.
Além da Central de Atendimento à Mulher (180), que funciona 24 horas, inclusive no feriado, a cidade possui outros meios de auxílio para quem é vítima de assédio, violência física ou doméstica, como o Necrim (Núcleo Especial Criminal), a Delegacia da Mulher e a Casa Beth Lobo.
Casa Beth Lobo
A Central de Atendimento acolhe mulheres vítimas de violência doméstica, recebendo demandas espontâneas ou encaminhamentos de diversos serviços. Os principais são Delegacia da Defesa da Mulher, Unidades Básicas de Saúde, Defensoria Pública e todos os serviços da Assistência Social. É realizado um acompanhamento psicossocial individual e em grupo.
A Casa conta, desde 6 de fevereiro, com os serviços da presidente da OAB, Marilza Nagasawa, que oferece orientação jurídica que é estendida às comunidades e grupos de mulheres de forma preventiva, para que conheçam seus direitos e exercitem plenamente a cidadania, por meio de palestras e ações.
Após a reinauguração do espaço, em 2016, a Casa teve um crescimento significativo no número de atendimentos (mais de1.000 mulheres).