Carnaval: Rio divulga balanço de saúde, limpeza e fiscalização

Os desafios da saúde e da limpeza urbana no Carnaval do Rio 2026

Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil

Com o encerramento dos desfiles na Marquês de Sapucaí nesta Quarta-Feira de Cinzas (18), a Secretaria Municipal de Saúde apresentou o balanço final de sua operação no Sambódromo, contabilizando um total de 2.843 atendimentos nos seis postos médicos da avenida. Desse montante, 167 pacientes apresentaram quadros que exigiram transferência para hospitais da rede pública. Apenas na última noite de apresentações do Grupo Especial (17), as equipes médicas realizaram 800 atendimentos e 37 remoções. Paralelamente, no período entre 24 de janeiro e 17 de fevereiro, o Carnaval de rua também contou com suporte médico no Centro e na Zona Sul, registrando 694 atendimentos e 89 encaminhamentos hospitalares para casos mais complexos.

Operação de Carnaval carioca

As ocorrências médicas foram variadas, sendo motivadas principalmente por descompensações de doenças crônicas e picos de pressão arterial. O esforço físico exigido durante os desfiles, somado ao peso das fantasias e às altas temperaturas, também causou diversos quadros de mal-estar, fadiga e dores de cabeça. Além disso, as equipes trataram lesões ortopédicas como entorses e contusões, além de cortes e casos de intoxicação, provocados majoritariamente pelo consumo excessivo de álcool. No campo da fiscalização, o Ivisa-Rio atuou no Sambódromo com nove autos de infração aplicados por irregularidades higiênico-sanitárias e falta de documentação, orientando os responsáveis a realizarem os ajustes imediatos.

A logística de limpeza urbana também apresentou números expressivos através da Operação Carnaval 2026 da Comlurb. Somente na terça-feira, feriado de Carnaval, foram recolhidas 296,3 toneladas de lixo em todos os pontos de folia da cidade. No Sambódromo, o acumulado de cinco dias de desfiles chegou a 242,2 toneladas de resíduos. Já os blocos de rua, bailes populares e os desfiles na Avenida Chile geraram 217,1 toneladas apenas na terça-feira, com destaque para a grande quantidade de resíduos deixada pelo Bloco Cordão do Carrapato.

Considerando todo o período desde o pré-carnaval, a Comlurb já contabiliza a remoção de 1.421,2 toneladas de detritos no Rio de Janeiro. Desse total, os blocos e bailes de bairro são responsáveis por 1.100 toneladas, enquanto os desfiles na Intendente Magalhães somaram 79 toneladas de lixo ao longo de quatro dias. Os dados refletem a magnitude da festa e o desafio operacional para manter a organização da capital após os dias de maior intensidade da folia.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 18/02/2026
  • Fonte: FERVER