Carnaval em São Paulo tem preços acima da inflação
Levantamento do CECON/FECAP aponta que transporte por aplicativo, hospedagem e maquiagem lideram altas
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 13/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O Carnaval movimenta bilhões e aquece setores como turismo, alimentação e transporte, mas o custo da folia também subiu acima da inflação em diversos itens consumidos pelos foliões na Região Metropolitana de São Paulo. Levantamento do CECON/FECAP, com base no IPCA do IBGE, mostra que a inflação geral em 12 meses foi de 4,92%, enquanto parte dos produtos e serviços típicos do período registrou aumentos superiores a esse patamar.
A estimativa da CNC aponta que o Carnaval deve gerar R$ 14,48 bilhões no Brasil em 2026, sendo R$ 7,3 bilhões no estado de São Paulo e R$ 3,4 bilhões apenas na capital. O aumento do consumo começa no pré-Carnaval e se estende ao pós-festa, pressionando preços em segmentos específicos, segundo o estudo.
Transporte concentra as maiores variações no Carnaval
O maior impacto para o bolso do folião aparece no transporte por aplicativo, que acumulou alta de 27,61% na RMSP, muito acima da inflação geral. Já quem pretende viajar de ônibus enfrenta aumento de 8,63% nas passagens interestaduais e de 4,60% nas intermunicipais.
Por outro lado, as passagens aéreas registraram queda de 8,16%, funcionando como exceção no período. Para quem vai de carro, o etanol subiu 9,35% e a gasolina, 2,31%, enquanto os pedágios tiveram recuo de 4,56%, o que pode aliviar parte do custo das viagens curtas.
Hospedagem, alimentação e lazer mais caros
Os gastos com hospedagem aumentaram 5,94% na região, enquanto os pacotes turísticos subiram 9,53%, indicando pressão maior sobre quem opta por soluções completas de viagem. A alimentação fora de casa teve alta de 6,89%, refletindo a demanda típica do feriado prolongado.
Entre os alimentos, o estudo aponta aumento de 4,73% em aves e ovos e de 1,62% nas carnes, enquanto os pescados ficaram 2,52% mais baratos. Em itens comuns de churrasco, a alcatra subiu 3,19%, a linguiça, 1,90%, e o contrafilé, 0,19%, ao passo que a costela apresentou queda de 1,32%.
Nas bebidas, refrigerantes e água mineral tiveram alta de 4,31% e a cerveja, 4,62%, acompanhando o aumento da demanda nas festas e blocos de rua.
Visual, festas e “pós-folia” também pesam

Os custos para quem pretende investir no visual de Carnaval também cresceram. Os preços de artigos de maquiagem subiram 7,56% e os serviços de cabeleireiro e barbeiro, 7,26%. Já as casas noturnas registraram aumento de 10,05%, acima da inflação média.
Até os gastos relacionados ao período pós-folia ficaram mais caros, com alta de 5,41% em analgésicos e antitérmicos e de 7,61% em gastroprotetores, itens frequentemente associados ao consumo excessivo durante as festividades.
Planejamento pode reduzir impacto no bolso
Segundo o levantamento, observar a variação dos preços permite ao consumidor escolher alternativas mais econômicas, como preparar refeições em grupo, optar por hospedagens compartilhadas ou antecipar compras e reservas. A recomendação é planejar os gastos para aproveitar a festa sem comprometer o orçamento, especialmente em um cenário em que parte dos itens típicos do Carnaval ficou mais cara que a inflação.