Blocos infantis garantem Carnaval seguro e organizado em SP

Turistas de Portugal e do interior paulista escolhem a capital para o Carnaval em família

Crédito: Gildson di Souza/SECOM

O Carnaval de rua de São Paulo consolidou em 2026 sua face mais acolhedora: a folia em família. Em uma cidade que projeta movimentar R$ 3,4 bilhões e atrair 16,5 milhões de pessoas em 627 blocos, os cortejos infantis — como o Berço Elétrico e o Gente Miúda — provam que a organização e a segurança são os ingredientes principais para conquistar os pequenos foliões e tranquilizar os pais.

Confira os destaques do Carnaval infantil:

Carnaval - Cultura
Gildson di Souza/SECOM

Berço elétrico: Do improviso ao sucesso na Vila Mariana

O bloco de Carnaval, que desfila na Zona Sul, nasceu da necessidade pessoal de seu fundador, Diego Rios. Em 2019, querendo levar o filho de 11 meses para a rua, ele adaptou um berço com rodinhas e guarda-sol. A ideia viralizou e hoje, completando sete anos, o Berço Elétrico reuniu cerca de 5 mil pessoas com uma infraestrutura que impressiona.

Mães como Alice Alcântara, moradora do Brooklin, e a chefe de cozinha Larissa Queiroz destacam pontos que vão além da música:

  • Estrutura: Facilidade para estacionar, abundância de sombras e banheiros acessíveis.
  • Segurança: Ambiente monitorado e presença organizada de ambulantes.
  • Hidratação: Pontos de água espalhados por todo o percurso.

Gente Miúda: 10 anos de música e educação em Perdizes

Na Zona Oeste, o asfalto da Avenida Professor Alfonso Bovero virou um verdadeiro quintal lúdico. O bloco Gente Miúda, idealizado pela educadora Kel Figueiredo e pelo percussionista Nenel do Recife, celebra uma década de história em 2026. Com um público estimado em 10 mil pessoas, o diferencial é o repertório que mistura clássicos carnavalescos a canções infantis autorais.

O impacto atrai até turistas estrangeiros, como a economista peruana Rocio Vasquez, que veio de Portugal para o evento. “O ambiente é tranquilo, seguro e as crianças realmente brincam”, relata. Moradoras locais, como Beatriz Leão, de Pirituba, reforçam que o acolhimento às famílias é o que torna a experiência memorável.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 16/02/2026
  • Fonte: Fever