Carlos Ferreira diz que deixará o MDB se o partido se coligar a Lula
O vereador Carlos Ferreira afirma que buscará desfiliação imediata caso o partido formalize coligação com o grupo político do PT.
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 18/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: MIS Experience
”Se o MDB oficializar qualquer coligação com o grupo político do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, buscarei imediatamente as formas legais para efetuar o meu desligamento do partido”. A afirmação contundente é de Carlos Ferreira, vereador e presidente da Câmara Municipal de Santo André, feita nesta quarta-feira (18/02). O parlamentar utilizou a declaração para reafirmar seu posicionamento ideológico visando as eleições de outubro.
Carlos Ferreira argumenta que os valores defendidos pelo Partido dos Trabalhadores (PT) são antagônicos ao que ele define como respeito à fé e aos valores conservadores. Em nota, o parlamentar destacou: “Não há convergência possível quando vejo nossa fé ser tratada com deboche em espaços públicos”.
O descontentamento do parlamentar acentuou-se após o desfile da Acadêmicos de Niterói, no Carnaval do Rio de Janeiro, que homenageou a trajetória de Lula. Para o vereador Carlos Ferreira, manifestações culturais têm sido transformadas em “palanques de propaganda ideológica“. Ele conclui reiterando que, se a sigla optar por um caminho que “fira sua consciência”, deixará de representá-lo, confirmando que “já avalia o cenário jurídico para encontrar uma nova legenda que respeite seus princípios”.
Contexto complementar: Carlos Ferreira vs. Governo Federal
Os principais pontos de atrito comuns entre o perfil que o presidente da Câmara andreense, Carlos Ferreira e o atual governo, estão nas seguintes pautas:
- Pauta de Costumes: Como o vereador se autodenomina “conservador e defensor da família“, a contrariedade dele com o governo Lula geralmente reside em temas como a flexibilização do aborto, políticas de identidade de gênero e a descriminalização de drogas — pautas que o eleitorado cristão de Santo André costuma rejeitar.
- A questão do Carnaval: A crítica ao desfile da Acadêmicos de Niterói toca em um ponto sensível para o eleitorado evangélico/católico conservador: a percepção de que recursos públicos ou espaços de visibilidade cultural são usados para “canonizar” figuras políticas ligadas à esquerda, misturando o sagrado (no caso de críticas a símbolos religiosos que às vezes ocorrem nos desfiles) com a política partidária.
- Fidelidade Partidária: Juridicamente, um vereador só pode sair do partido sem perder o mandato em casos específicos (janela partidária ou justa causa). Ao citar que busca “formas legais”, ele sinaliza que tentará provar uma “mudança substancial do programa partidário” ou “grave discriminação política” caso o MDB realmente se funda ou coligue formalmente com o PT.