Carlos Bolsonaro renuncia e troca o RJ por SC
Carlos Bolsonaro abandona seu sétimo mandato como vereador do Rio para migrar a Santa Catarina, visando uma das duas vagas ao Senado em 2026
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 11/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Secult PMSCS
Em um movimento estratégico que altera o mapa político nacional, o vereador Carlos Bolsonaro renuncia oficialmente ao seu cargo na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. A decisão, formalizada nesta quinta-feira (11) durante sessão plenária, põe fim a uma trajetória de 24 anos no legislativo carioca, marcando o início da preparação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar uma vaga no Senado Federal por Santa Catarina em 2026.
Em seu discurso de despedida, o parlamentar, que já foi o vereador Carlos Bolsonaro, expressou carinho pela cidade, mas defendeu a mudança como parte de uma “missão maior”. “Eu amo o Rio de Janeiro, aqui cresci e construí uma história, aqui deixo parte importante de quem eu sou. Parto dessa cidade com o coração cheio de saudade, mas com a serenidade de quem sabe que está atendendo a uma missão maior”, declarou. O político negou qualquer “fuga” e fez questão de pontuar a importância da luta contínua da direita, referenciando, inclusive, o voto vencido do ministro Luiz Fux no STF em um julgamento recente.
Uma história de recordes eleitorais no Rio

Com 43 anos e sete mandatos consecutivos, a carreira de Carlos Bolsonaro no Rio começou em 2000, quando foi eleito pela primeira vez aos 17 anos. Seu legado na Câmara Municipal é inegável, especialmente por sua capacidade de arrasto eleitoral.
Na última eleição municipal, em 2024, ele atingiu um de seus maiores feitos, com 130.480 votos. Este número não apenas o reafirmou como o vereador Mais Votado do Rio de Janeiro, mas demonstrou seu peso político na capital, onde superou seu concorrente mais próximo com uma margem superior ao dobro. No entanto, a estratégia política da família o direcionou a um estado mais alinhado com a ideologia conservadora, onde a chance de uma eleição majoritária é vista como mais concreta.
Carlos Bolsonaro renuncia e abre crise interna em SC
A mudança do vereador Carlos Bolsonaro para Santa Catarina, sugerida diretamente por seu pai, causou um racha profundo no Partido Liberal (PL) local. O estado, que elegerá dois senadores em 2026, já possuía pré-candidaturas fortes e bem articuladas.
A chegada de Carlos ao pleito gerou forte tensão entre figuras de proa como:
- A deputada federal Carol de Toni (PL-SC).
- A deputada estadual Ana Campagnolo (PL).
- O governador Jorginho Mello (PL).
- O senador Esperidião Amin (PP-SC).
A insatisfação é maior entre os apoiadores de Carol de Toni, que estava se preparando para a disputa e viu seu espaço ser comprometido pela indicação externa. A crise levou a deputada a considerar a mudança para o partido Novo, um sinal de que a candidatura de Carlos Bolsonaro está enfrentando resistência dentro de seu próprio campo ideológico.
Além disso, a complexidade aumenta devido às alianças do governador Jorginho Mello. É esperado que Mello apoie a reeleição do senador Amin (PP), o que dificultaria a formação de uma chapa totalmente do PL e colocaria o ex-vereador carioca em uma disputa ainda mais acirrada no Sul.
Com o fim do ciclo do vereador, a vaga na Câmara Municipal será assumida pela primeira suplente do PL, Alana Passos, ex-deputada estadual. A posse de Alana deve ocorrer no próximo ano legislativo, logo após o recesso da Câmara que se encerra na terça-feira (16). A transferência de Carlos Bolsonaro promete ser um dos temas centrais na corrida eleitoral de 2026.