Carbigdata projeta “mais de 700 veículos furtados ou roubados em São Paulo” até o fim da semana
Número é proveniente de levantamento da startup, que aponta a Av. Sapopemba, na Zona Leste, como a mais propensa a esse tipo de crime na capital paulista
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 20/12/2023
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
Ter um automóvel no Brasil é sinônimo de alerta diário. Isso porque, de acordo com dados divulgados no Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) no último mês de julho, o número de veículos envolvidos em roubo ou furto cresceu 8% em 2022, alcançando a marca de 373.225 ocorrências em todo o país – o que significa mais de mil registros por dia.
Apontado como um dos estados com incidência acima da média nacional, no ano passado, São Paulo teve aumento de 15,4% nesse tipo de crime. Em 2023, já foram registradas 111.778 ocorrências no estado de São Paulo, considerando os meses de janeiro a outubro. Desse total, 47.348 se deram na capital, onde a Avenida Sapopemba, no bairro Jardim Adutora (na Zona Leste), é considerada a mais perigosa, com 248 incidências no período; Avenida das Nações Unidas (173), Avenida Raimundo Pereira de Magalhães (158), Avenida Ragueb Chohfi (158) e Estrada de Itapecerica (121) completam o top 5 de endereços com maior incidência de sinistros na capital.
Os dados são da Carbigdata – plataforma especializada em soluções avançadas de big data analytics para o segmento automotivo. “Esses números nos permitem projetar que o estado de São Paulo deve receber cerca de 775 ocorrências até sexta (22), superando os mil registros se estendermos o recorte para domingo (24)”, pontua Pedro de Paula, CEO da startup fundada há três anos.

Na Região Metropolitana, dois endereços de Guarulhos acendem o alerta: Rodovia Presidente Dutra (BR 116), no bairro Cumbica, e a Rua Joaquina de Jesus, no Taboão. No ABC, a região mais afetada é Santo André – Avenida dos Estados, no Jardim Alzira Franco, e Rua Porto Alegre, na Vila Assunção. “Nesses locais, até outubro, foram registrados aproximadamente 341 furtos e roubos”, pontua o executivo.
Outro dado relevante é o tipo de veículo. Na capital, modelos como Onix, HB20 e Gol são os mais visados; na abrangência de todo o estado, Ka e Uno integram a lista. Digitalizando o segmento, a startup oferece soluções de monitoramento para prevenção de fraudes, reconhecimento de placas e recuperação de veículos utilizando dados em tempo real e ferramentas específicas, que incluem estruturas avançadas de dados, Machine Learning e OCR (reconhecimento óptico de caracteres, em português).
“Ter ciência desses números e da localização mais propensa aos roubos e furtos de veículo pode ajudar milhares de brasileiros a não entrar para as estatísticas. A Carbigdata nasceu para atender uma demanda latente do ecossistema automotivo, que também é bastante impactado pela inadimplência. No contexto geral, auxiliamos na recuperação de mais de 50 mil veículos nesses três primeiros anos de empresa”, comenta Pedro.
Para quem arrisca não ter seguro, a preocupação é dobrada: no Brasil, todos os meses aproximadamente 21 mil veículos desassegurados não são recuperados, gerando um prejuízo médio de R$1 bi. “O impacto que o roubo e furto causa na vida do brasileiro é imenso, especialmente quando o veículo é financiado. Vai o bem, fica a dívida. Embora nosso foco seja o B2B, de certo modo temos auxiliado essa parcela da população (que não tem seguro) a partir da parceria feita com essas empresas de segurança”, encerra o executivo.