Capitais têm protestos contrários ao governo
Manifestações contra o governo do presidente Michel Temer marcaram o feriado de 7 de Setembro em ao menos 17 capitais pelo País, além do DF e diversas cidades do interior
- Publicado: 08/09/2016 10:01
- Alterado: 16/08/2023 19:24
- Autor: Redação
- Fonte: Estadão Conteúdo, Agência Brasil
Em Brasília, enquanto Temer e outras autoridades acompanhavam o desfile oficial, cerca de 2,7 mil pessoas cruzaram a Esplanada dos Ministérios para protestar contra o governo, segundo cálculos da Polícia Militar do Distrito Federal. De acordo com os organizadores, o público chegou a 5 mil.
Em São Paulo, dois atos pediram a saída de Temer da Presidência. De manhã, organizadores calcularam 15 mil pessoas em uma caminhada da região da Avenida Paulista ao Parque do Ibirapuera. A PM não fez estimativa de público. À tarde, cerca de 10 mil pessoas, segundo o coletivo Liberdade e Luta, foram da Praça da Sé até a Paulista e, em seguida, à Praça da República, na região central, em um ato pacífico. A PM não informou o número de manifestantes.
No Rio, quatro pessoas foram detidas pela polícia após integrantes de movimentos favoráveis à intervenção militar provocarem manifestantes contrários ao governo Temer. O público presente na abertura dos Jogos Paralímpicos no Estádio do Maracanã também protestou contra o presidente. Boa parte dos presentes gritou “Fora, Temer” repetidas vezes pouco antes de sua chegada à tribuna.
Jornalistas sofrem agressão em Brasília
O repórter Leandro Prazeres e o cinegrafista Kleyton Amorim, do portal UOL, foram agredidos na quarta-feira, 7, durante ato em Brasília. O repórter foi empurrado por uma pessoa não identificada e houve tentativa de quebrar o equipamento do cinegrafista. A PM interveio e dois manifestantes foram detidos. Em nota, o UOL repudiou “qualquer ato de violência”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.Protestos marcam Dia da Independência em todo o país
Além da pauta habitual, de defesa dos direitos sociais, os pedidos de eleições diretas e de saída do presidente Michel Temer dominaram os protestos. Em algumas cidades, manifestações contrárias a Temer se juntaram às atividades programadas pelo Grito dos Excluídos
A manifestação, que tradicionalmente defende direitos sociais, ganhou novas bandeiras com a adesão de grupos favoráveis à saída do presidente Michel Temer.
Belo Horizonte
O ato do Grito dos Excluídos no centro de Belo Horizonte converteu-se em um protesto contra o governo de Michel Temer. Contrários ao processo que levou ao afastamento definitivo da presidenta Dilma Rousseff, eles pediam a convocação de eleições diretas.
A organização estimou em 10 mil pessoas o número de participantes no ato. A Polícia Militar informou que não faz estimativa de participantes.
Porto Alegre
A marcha do Grito dos Excluídos na capital gaúcha partiu da sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que estava ocupada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Após o protesto, o grupo desmobilizou a ocupação, que ocorria também no Ministério da Fazenda.
A maioria dos participantes era composta por integrantes do MST. Havia ainda membros da Central Única dos Trabalhadores (CUT), movimentos negros, feministas e LGBT. Representantes dos bancários, em greve nacional desde ontem (6), também acompanharam a caminhada.
Salvador
Na capital baiana, o protesto teve participação de representantes de movimentos sociais e religiosos e de centrais sindicais. Durante a passeata, em tom crítico, líderes e coordenadores do Grito dos Excluídos manifestaram-se em um carro de som contra o atual governo e a situação social e política do Brasil.
Segundo os organizadores, mais de 15 mil pessoas participaram do ato de hoje. A Polícia Militar não divulgou estimativa do número de participantes.
Recife
No Recife, o Grito dos Excluídos também uniu a tradicional pauta de demandas por direitos sociais, respeito aos direitos humanos e reformas estruturais ao pedido pela saída do presidente Michel Temer do poder. O grupo criticou, ainda, mudanças defendidas publicamente pelo governo Temer.