Campinas amplia Anel Viário com investimento de R$130 mi

A Rota das Bandeiras investirá R$ 130 milhões na construção de uma nova faixa no Anel Viário Magalhães Teixeira, em Campinas, previsão de conclusão para 2028

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A mobilidade urbana da Região Metropolitana de Campinas (RMC) receberá um impulso estratégico com o anúncio de um investimento de R$ 130 milhões para a construção de uma terceira faixa de rolamento no Anel Viário Magalhães Teixeira (SP-083). A obra, confirmada pela concessionária Rota das Bandeiras, está programada para ser iniciada no final do primeiro semestre de 2026 e tem uma previsão de conclusão em até dois anos. O objetivo principal é expandir a capacidade do Anel Viário, um dos corredores mais movimentados do interior de São Paulo.

O trecho a ser ampliado se estende por 12 quilômetros, realizando a crucial conexão entre duas das rodovias mais importantes do país: a Rodovia D. Pedro I (SP-065) e a Rodovia Anhanguera (SP-330).

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Desafio Logístico: O Anel Viário com Fluxo Urbano Intenso

O Magalhães Teixeira opera com um volume de tráfego que impõe desafios logísticos. Segundo dados da concessionária, o fluxo médio atinge a marca de 35 mil veículos por sentido diariamente. O que torna o cenário ainda mais complexo é o perfil do trânsito: a Rota das Bandeiras destacou que cerca de 85% do movimento é composto por veículos de passeio, conferindo ao Anel Viário características mais típicas de uma via urbana do que de uma rodovia de trânsito puramente de longa distância.

Essa intensa presença de veículos leves sublinha a importância da via para o deslocamento diário e o escoamento regional de Campinas, e não apenas para o tráfego de passagem. A criação da terceira faixa é, portanto, uma medida essencial para mitigar os gargalos e oferecer maior fluidez aos motoristas, especialmente nos horários de pico.

Estratégia de Execução: Obras no Canteiro Central Para Reduzir o Impacto

A concessionária detalhou a estratégia planejada para garantir que as obras de ampliação causem o mínimo de transtorno possível aos milhares de usuários. A principal tática será a construção das novas faixas utilizando prioritariamente o canteiro central da rodovia.

  • Minimização de Interrupções: Ao focar a execução no canteiro central, grande parte do trabalho poderá ser realizada sem a necessidade de interrupções totais ou bloqueios permanentes das pistas existentes.
  • Segurança Reforçada: O plano de ampliação prevê a instalação de barreiras de concreto entre as pistas, um elemento que historicamente aumenta significativamente a segurança da via ao prevenir colisões frontais ou invasões de sentido oposto.
  • Etapas do Projeto: O plano de trabalho inicial foca na construção de muros de contenção e no alargamento das estruturas de viadutos que cruzam o trecho.

A Rota das Bandeiras garantiu ainda que quaisquer bloqueios temporários ou desvios necessários para a execução das etapas cruciais ocorrerão estritamente fora dos horários de pico, uma medida crucial para reduzir os transtornos aos motoristas que dependem do Anel Viário em seu dia a dia.

Legado de Ampliações e a Importância para a RMC

Esta nova fase de expansão se soma a um histórico de intervenções na SP-083, o que reforça o papel vital desta rodovia para a infraestrutura de Campinas. O Anel Viário Magalhães Teixeira já passou por pelo menos duas ampliações anteriores. Inicialmente, o trecho foi estendido até a Rodovia Bandeirantes (SP-348), e, em uma segunda etapa, alcançou a Rodovia Miguel Melhado Campos (SP-324).

O investimento de R$ 130 milhões na terceira faixa não é apenas um acréscimo de capacidade, mas um passo fundamental na evolução de um dos eixos rodoviários mais estratégicos de São Paulo, promovendo segurança, fluidez e melhorando a qualidade de vida de quem trafega pela região.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 29/11/2025
  • Fonte: Fever