Metrô e shoppings de SP têm vacinação contra sarampo e febre amarela
Ação do Governo amplia combate ao sarampo e febre amarela com postos volantes em locais de grande circulação durante o mês de janeiro.
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 11/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
A campanha de vacinação liderada pelo Governo de São Paulo intensifica, ao longo de todo o mês de janeiro, o combate preventivo contra o sarampo e a febre amarela. A Secretaria de Estado da Saúde desenhou uma estratégia logística para alcançar a população em locais de alto fluxo, facilitando o acesso às doses. Entre os dias 12 e 16 de janeiro, as equipes de imunização estarão posicionadas estrategicamente em estações de metrô e centros comerciais.
A mobilização ganha novos contornos na semana seguinte. De 19 a 23 de janeiro, o foco se volta para taxistas e profissionais do setor de turismo, categorias com alta exposição e mobilidade. Para consolidar o esforço estadual, o dia 24 de janeiro foi definido como o “Dia D”, data que marca um esforço concentrado de atendimento ao público.
Segundo Regiane de Paula, coordenadora da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD), a capital paulista serve como ponto de partida devido à alta densidade demográfica. Contudo, a estratégia prevê expansão. Com a proximidade do Carnaval, essa campanha de vacinação será ampliada para outros municípios, garantindo uma barreira sanitária robusta antes das festividades.
Quem deve participar da campanha de vacinação
Manter a carteira de vacinas atualizada é a única forma eficaz de garantir a proteção individual e bloquear a circulação de vírus, protegendo também quem possui o sistema imunológico comprometido.
Confira abaixo os critérios técnicos para imunização contra o Sarampo:
- Crianças: A primeira dose (tríplice viral) deve ser aplicada aos 12 meses; a segunda dose (tetra viral) ocorre aos 15 meses.
- Jovens (5 a 29 anos): É necessário comprovar duas doses da vacina.
- Adultos (30 a 59 anos): Devem possuir o registro de pelo menos uma dose da tríplice viral.
- Profissionais de Saúde: Independente da idade, devem ter duas doses documentadas.
Para a Febre Amarela, as diretrizes da atual campanha de vacinação focam no reforço para crianças de 9 a 14 anos e pessoas que circulam por áreas de risco.
- Crianças: Dose recomendada aos 9 meses com reforço aos 4 anos.
- Histórico Incompleto: Quem tomou apenas uma dose antes dos 5 anos precisa do reforço.
- Não Vacinados (5 a 59 anos): Devem receber dose única.
Sintomas de alerta e cenário epidemiológico
Reconhecer os sinais precoces das doenças é fundamental para buscar ajuda médica imediata. O sarampo caracteriza-se principalmente por exantema (manchas vermelhas no corpo) e febre alta (acima de 38,5°C), podendo vir acompanhado de tosse seca, conjuntivite ou coriza.
Já a febre amarela apresenta um quadro de início súbito. Os sintomas clássicos incluem calafrios, dores de cabeça intensas, dores musculares generalizadas, náuseas e fadiga extrema.
Os dados reforçam a urgência da adesão popular à campanha de vacinação vigente. No ano anterior, São Paulo registrou dois casos importados de sarampo. O cenário da febre amarela é mais crítico: em 2025, o estado confirmou 57 casos e 34 óbitos. A imunização é a principal ferramenta para reverter essa estatística e evitar surtos epidêmicos.
Para esclarecer questões sobre efeitos colaterais ou eficácia dos imunizantes, o governo disponibilizou o portal “Vacina 100 Dúvidas“. A ferramenta combate a desinformação e oferece dados científicos claros. Participar desta campanha de vacinação não é apenas um ato de cuidado pessoal, mas uma responsabilidade coletiva de saúde pública.