Caminhoneiros paralisam rodovias pelo País
Avenida Jacu-Pêssego está com duas faixas interditadas; Pista expressa da Marginal Pinheiros tem três faixas ocupadas. Movimento protesta contra o aumento nos preços do diesel
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 21/05/2018
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Caminhoneiros paralisam algumas rodovias pelo País nesta segunda-feira, 21, em razão do aumento nos preços do diesel. A categoria já havia prometido a paralisação na semana passada se não fossem atendidas uma série de reivindicações apresentadas ao governo federal.
Em São Paulo, a Avenida Jacu-Pêssego, no sentido Ayrton Senna, próximo à Rua Jaime Ribeiro Wrigth, está com duas faixas interditadas, de acordo informações da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Na Marginal Pinheiros, sentido Castelo Branco, pouco depois da Ponte Octavio Frias de Oliveira (Estaiada), a manifestação ocupa quatro faixas. Há bloqueios também no Rodoanel. Os motoristas também realizaram protestos na rodovia Anchieta e na Avenida Jacu-Pêssego, que liga a região central da capital paulista com a zona Leste. Há relatos de bloqueios em outros sete estados: Rio de Janeiro, Bahia, Espiríto Santo, Minas Gerais, Paraná, Ceará e Rio Grande do Sul.
No Rio, motoristas fecharam trechos da Rodovia Presidente Dutra, da Washington Luiz e da BR-101. Pneus chegaram a ser incendiados para bloquear a pista.
A reivindicação da categoria é pela redução da carga tributária sobre o diesel. Segundo a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), que reúne 700 mil caminhoneiros autônomos, o objetivo é zerar a alíquota de PIS/Pasep e Cofins e a isenção da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). O presidente da associação havia afirmado que as rodovias não seriam fechadas, somente haveria paralisações dos caminhoneiros. Mesmo assim, bloqueios ocorrem por todo País. Os impostos representam quase a metade do valor do diesel na refinaria. Segundo eles, a carga tributária menor daria fôlego ao setor, já que o diesel representa 42% do custo da atividade.
A Petrobras vem reajustando quase diariamente os preços da gasolina e do óleo diesel. Em 5 de abril, o litro do diesel era vendido a R$ 1,8696 o litro. Hoje, o preço está em R$ 2,3488 o litro, um aumento de 25% em um único mês. Nos últimos 12 meses, o diesel subiu 15,9% no posto. O aumento é resultado da nova política de preços da Petrobrás, que repassa para os combustíveis a variação da cotação do petróleo no mercado internacional, para cima ou para baixo. do óleo diesel. Em 5 de abril, o litro do diesel era vendido a R$ 1,8696 o litro. Hoje, o preço está em R$ 2,3488 o litro, um aumento de 25% em um único mês. No preço do diesel, a incidência dos impostos sobre o consumo, como o ICMS (16% do preço) e CIDE, PIS/Pasep e Cofins (13% do preço) contribuem para o alto valor do produto.