Câmara de São Bernardo aprova LOA de R$ 7,6 bilhões para 2026
LOA 2026 prevê alta de 12% na receita e consolida maior volume de recursos já gerido pelo Executivo.
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 04/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA
A gestão fiscal de São Bernardo alcançará um novo patamar em 2026. Em sessão realizada ontem, a Câmara Municipal validou a Lei Orçamentária Anual (LOA), que estima um montante recorde de R$ 7,586 bilhões para o próximo exercício. A aprovação do texto garante ao prefeito Marcelo Lima o maior orçamento já registrado na história da cidade, superando em 12,82% as receitas projetadas para o ano corrente (R$ 6,723 bilhões).
O documento recebeu o aval de 23 vereadores, consolidando a força da base governista, enquanto apenas duas abstenções foram registradas. Este cenário financeiro aponta para uma retomada robusta de crescimento, revertendo a tendência vista no exercício atual, cujos valores ficaram abaixo dos R$ 7,008 bilhões estipulados em 2024.
Distribuição estratégica dos recursos
A aplicação das verbas em São Bernardo seguirá uma diretriz clara de priorização das pastas sociais. A Educação mantém a liderança no ranking de investimentos, com uma meta de arrecadação e aplicação fixada em R$ 1,516 bilhão.
Logo em seguida, a Saúde aparece com protagonismo quase equiparado, prevendo uma dotação de R$ 1,501 bilhão. Juntas, essas duas áreas consomem a maior fatia do bolo orçamentário, demonstrando o foco da administração na manutenção dos serviços essenciais.
Para garantir a escaneabilidade dos dados, confira abaixo como ficou a projeção para as demais pastas estratégicas:
- Urbanismo: R$ 725,9 milhões;
- Administração: R$ 473,7 milhões;
- Habitação: R$ 250,2 milhões;
- Segurança Pública: R$ 131,2 milhões.
Outros setores de São Bernardo também tiveram seus recursos definidos, como a Assistência Social (R$ 83 milhões), Trabalho (R$ 79,6 milhões) e a pasta de Esporte e Lazer (R$ 58,7 milhões).
Bastidores políticos e emendas
A tramitação da LOA no Legislativo de São Bernardo foi marcada pelo domínio da base aliada. Além do texto original, os parlamentares aprovaram duas emendas propostas pelo próprio governo (uma aditiva e outra modificativa).
Em contrapartida, a oposição não obteve êxito em suas tentativas de alteração no orçamento. Ao todo, nove emendas foram rejeitadas, incluindo a sugestão da vereadora Ana Nice (PT) para a construção de duas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e oito mensagens apresentadas por João Viana (Cidadania). Viana, inclusive, protagonizou as abstenções da votação ao lado de seu colega de partido, Shell Gomes.
Estrutura da Administração Direta e Indireta
Do valor global aprovado, a administração direta — que engloba as secretarias e a própria Câmara Municipal (esta com previsão de R$ 100 milhões) — terá controle sobre R$ 6,556 bilhões.
No que tange à administração indireta e encargos do município de São Bernardo, a Previdência Municipal tem estimativa de R$ 999,3 milhões, enquanto as autarquias contarão com um aporte de R$ 29,8 milhões.