Câmara de SP aprova reajuste de 2,6% para servidores municipais em primeira votação
Proposta do Executivo ainda precisa de nova votação para entrar em vigor
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 23/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em primeira votação nesta quarta-feira (23), o projeto de lei do prefeito Ricardo Nunes (MDB) que prevê um reajuste salarial de 2,6% para os servidores municipais em 2025. A proposta ainda inclui um segundo aumento, de 2,55%, programado para maio de 2026, totalizando um reajuste parcelado de 5,2%. A inflação registrada em 2024 foi de 4,83%, segundo dados oficiais.
O projeto também prevê que os mesmos percentuais sejam aplicados aos valores do auxílio-refeição, vale-alimentação e aos salários de servidores comissionados, aposentados e pensionistas. Para que a medida entre em vigor, será necessária uma segunda votação, ainda sem data definida.
Greve e protestos marcam votação na Câmara
Enquanto os vereadores discutiam a proposta, servidores municipais realizaram um protesto em frente ao Legislativo paulistano. Os sindicatos das categorias reivindicam um reajuste de 12,9%, considerado mais compatível com a inflação acumulada e as perdas salariais dos últimos anos.
Na semana anterior, professores e outros servidores da prefeitura realizaram paralisações em repúdio ao projeto do Executivo. Os profissionais da educação decidiram, em assembleia, manter a greve por tempo indeterminado. Essa já é a segunda greve do funcionalismo municipal em 2025. O prefeito Ricardo Nunes chegou a afirmar que os grevistas, especialmente os professores, poderiam ser punidos por prejudicar o calendário escolar.
Sessão tumultuada e acusações entre vereadores
O clima na Câmara foi tenso durante a votação. Houve discussões acaloradas entre parlamentares da base aliada e da oposição. A vereadora Luana Alves (PSOL) criticou Rubinho Nunes (União Brasil) por apoiar o reajuste do Executivo e relembrar que ele também votou a favor do aumento de 37% nos salários dos vereadores em 2023 — que elevou os vencimentos de R$ 18.991 para R$ 26.080.
Outro embate envolveu os vereadores Zoe Martínez (PL) e Celso Gianazzi (PSOL). Gianazzi acusou a colega de ter ofendido servidores que acompanhavam a votação, chamando-os de “vagabundos”. No final da sessão, houve princípio de confusão quando Keith Lima (PSOL) se dirigiu à vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil), que havia criticado a paralisação dos professores.