Câmara aprova CPI da Petrobras aprova relatório que poupa políticos
O parecer final da CPI da Petrobras do relator Luiz Sérgio foi aprovado por 17 votos a favor, nove contra e uma abstenção,
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 22/10/2015
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A votação se estendeu pela madrugada desta quinta-feira, 22, e nenhum dos quatro destaques propostos para alterar o texto foi aprovado.
Luiz Sérgio apresentou uma nova versão de seu criticado relatório. Pedidos genéricos foram excluídos do texto e mais de 70 personagens que já haviam sido nominalmente citados na primeira versão foram acatados.
No final da noite de ontem, o petista acolheu o pedido de indiciamento de empresários da família Schahin e surpreendeu ao aceitar a inclusão do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. Luiz Sérgio manteve em seu relatório críticas à operação Lava Jato e ao expediente das delações premiadas.
Apesar ter continuado a poupar políticos, o relator incluiu a contragosto empreiteiros, doleiros, carregadores de mala, funcionários e ex-funcionários da Petrobras que haviam sido listados pelos sub-relatores como alvos de indiciamento. Todos eles, na verdade, já são investigados e alguns até condenados na Operação Lava Jato.
O último destaque, apresentado pelo PSDB, pedia ao Ministério Público “especial atenção à responsabilização penal dos agentes políticos hierarquicamente superiores e com poder de comando em relação ao projeto Gasene sustentando-se a teoria do Domínio do Fato”.
Os tucanos queriam a investigação dos ex-presidentes da Petrobras, José Sérgio Gabrielli e Graça Foster, além da presidente Dilma Rousseff. Para Graça, havia um pedido de abertura de inquérito.
Insatisfeitos com o parecer apresentado pelo relator, representantes de PSOL, PSDB e PMDB apresentaram votos em separado incluindo políticos na lista de sugestões de indiciamento e de instauração de inquéritos civil e criminal. Contrariando o relator petista, os tucanos incluíram a presidente Dilma, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no rol de investigados por suposto envolvimento no esquema de corrupção da estatal.
Os pareceres paralelos sequer foram à votação e foram anexados ao trabalho apenas como manifestações contrárias à posição do relator. O presidente da comissão rejeitou uma questão de ordem propondo a votação dos relatórios paralelos, não dando outra opção de relatório aos membros da CPI.
Com exceção do PSDB, PSOL e do DEM, as bancadas foram orientadas a votar à favor do relatório. “Estamos sendo induzidos a votar nesse relatório”, protestou a deputada Eliziane Gama (Rede-MA).