Calor: Sensação térmica elevada aumenta riscos à saúde e requer cuidados
De acordo com dados do Ministério da Saúde, aproximadamente 60 mortes relacionadas ao calor foram registradas na última década
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 07/02/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
As regiões Sul e Sudeste do Brasil estão enfrentando uma intensa onda de calor, com temperaturas registradas que chegam a 43°C em algumas cidades. Em outras localidades, os termômetros marcam máximas em torno de 37°C. No entanto, o calor sentido pelo corpo pode ser ainda mais elevado do que o indicado nos dispositivos de medição.
A sensação térmica, que é a temperatura percebida pela população, é influenciada não apenas pela temperatura do ar, mas também pela umidade. Quando ambos os fatores estão altos, a combinação pode criar um desconforto significativo. A dificuldade do corpo em resfriar-se adequadamente durante esses dias quentes é um desafio constante.
O fenômeno conhecido como sensação térmica ocorre quando o suor não evapora com a eficiência necessária para regular a temperatura corporal. Por exemplo, a sensação de calor após um banho quente em um banheiro úmido ilustra bem essa condição: o corpo luta para se refrescar devido à umidade excessiva no ambiente.
Quando a temperatura corporal atinge ou ultrapassa 40°C, o risco à saúde aumenta consideravelmente. Não existe uma fórmula universal para calcular a sensação térmica, sendo que diferentes instituições meteorológicas utilizam métodos variados. Fatores como temperatura à sombra, umidade relativa do ar, intensidade do vento e radiação solar são levados em conta.
Condições de alta umidade elevam a percepção de calor; por outro lado, ventos fortes podem ajudar a dissipar o calor corporal, tornando a experiência menos desagradável. Sem vento, o corpo encontra mais dificuldade para liberar calor, aumentando ainda mais a sensação térmica.
A percepção do calor varia entre os indivíduos, dependendo da exposição e das condições físicas. Por exemplo, trabalhadores ao ar livre, como policiais e garis, enfrentam níveis maiores de calor em comparação àqueles que utilizam transporte privado ou trabalham em ambientes climatizados.
Os efeitos do calor extremo sobre a saúde humana não devem ser subestimados. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) já emitiu alertas sobre os riscos associados ao calor no Rio Grande do Sul, recomendando que a população evite a exposição ao sol durante os horários mais quentes e minimize atividades externas.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, aproximadamente 60 mortes relacionadas ao calor foram registradas na última década. Especialistas afirmam que esse número pode ser subestimado devido à falta de um sistema eficaz para monitorar especificamente fatalidades atribuídas ao calor.
Os efeitos fisiológicos da exposição ao calor excessivo incluem:
- Estresse térmico, que faz com que o corpo ative mecanismos para tentar reduzir sua temperatura interna.
- Dilatação dos vasos sanguíneos para facilitar a dissipação de calor.
- Aumento da sudorese para promover resfriamento por evaporação.
- Perda de minerais essenciais através do suor, potencialmente levando a câimbras.
- Desidratação que pode afetar funções cognitivas e reflexos.
- Possibilidade de fraqueza causada pela vasodilatação e redução da pressão sanguínea cerebral.
- Risco de desmaios ou convulsões devido à baixa oxigenação cerebral.
Dados recentes sugerem que cerca de 6 milhões de pessoas foram expostas a condições extremas de calor por pelo menos cinco meses consecutivos em 2024, com várias regiões apresentando temperaturas próximas aos 40°C em diversos dias.
Além disso, algumas localidades relataram aumentos nas temperaturas máximas que podem chegar até 6°C acima dos padrões habituais. A situação exige atenção redobrada das autoridades e da população para prevenir os impactos adversos associados ao calor extremo.