Calçadas em São Paulo enfrentam desafios de acessibilidade e segurança

Entenda como a cidade busca soluções para pedestres e pessoas com deficiência.

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A situação das calçadas em São Paulo reflete problemas que vão além da infraestrutura urbana, afetando diretamente a acessibilidade e a segurança dos pedestres. Apesar de a legislação responsabilizar os proprietários de imóveis pela manutenção das calçadas, ainda há desafios significativos. A cidade cuida de padrões mínimos, o que prejudica a mobilidade, especialmente de pessoas com deficiência e idosos.

O Plano Emergencial de Calçadas (PEC), lançado em 2019, tinha como meta recuperar 7,2 milhões de metros quadrados de calçadas danificadas. Até dezembro de 2023, cerca de 70% desse objetivo foi alcançado, mas muitos bairros continuaram enfrentando problemas graves. Distritos como Vila Mariana e Sé estão entre os mais afetados, registrando centenas de pacientes somente neste ano.

Uma das principais falhas apontadas é a ausência de uma entidade centralizada para fiscalizar e coordenar as ações de manutenção. Especialistas defendem que a prefeitura assuma a responsabilidade integral pelas calçadas, implementando políticas permanentes que garantam um padrão mínimo de segurança e acessibilidade.

Embora iniciativas comunitárias, como a mobilização dos lojistas do Brás para adequar suas calçadas, representem esforços importantes, elas ainda são insuficientes diante da dimensão do problema. Para melhorar a situação, é essencial que a gestão municipal amplie suas ações, priorizando a transformação de áreas atualmente dedicadas a veículos em espaços exclusivos para pedestres.

Revisar as políticas públicas relacionadas às calçadas é crucial para construir uma São Paulo mais inclusiva e segura. A colaboração entre o poder público e a sociedade civil será determinante para garantir que todos os cidadãos possam se deslocar com dignidade pelas ruas da cidade.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 28/12/2024
  • Fonte: FERVER