Buzeira enfrenta novo pedido de prisão
Buzeira que já está preso pela Operação Narco Bet, é acusado de fazer parte de esquema criminoso que teria movimentado milhões com dinheiro do tráfico
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 22/10/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O influencer digital Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira, está novamente sob o olhar da Justiça de São Paulo, onde um novo pedido de prisão foi emitido em decorrência de seu envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado a rifas online.
Buzeira, que já se encontra detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) IV de Pinheiros, é alvo da Operação Narco Bet da Polícia Federal. As acusações contra ele incluem a participação em um esquema criminoso liderado pelo contador Rodrigo de Paula Morgado, voltado à lavagem de dinheiro oriundo do crime organizado.
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Novo pedido de prisão para Buzeira
Aos 28 anos e com uma base significativa de seguidores nas redes sociais, ultrapassando 15 milhões no Instagram, Buzeira ganhou notoriedade ao promover rifas e sorteios que envolvem veículos e produtos de luxo. Seu estilo de vida ostentatório, caracterizado pela exibição de automóveis caros e joias, atraiu a atenção das autoridades, especialmente após uma operação da Polícia Civil em fevereiro deste ano.

No novo processo em questão, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) alega que Buzeira estaria comercializando carros usados como se fossem novos através das suas rifas. O caso tramita na 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores e está protegido por segredo judicial. Contudo, fontes do MP-SP confirmaram que a denúncia apresentada foi aceita pela Justiça, resultando na nova ordem de prisão contra o influencer.
Além de Buzeira, o influencer Rudny Alan Damasceno, conhecido como “Rudny da Hornet” no Instagram, também é réu nesse mesmo processo. A defesa dos dois influenciadores foi contatada pela reportagem, mas não respondeu até o fechamento deste texto.
A Operação Narco Bet resultou na prisão de 11 pessoas e revelou um esquema sofisticado envolvendo a lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. Rodrigo Morgado foi identificado como o líder do grupo criminoso, utilizando empresas fictícias para realizar transações financeiras. Os investigadores descobriram que ele teria transferido mais de R$ 19,7 milhões para a empresa Buzeira Digital Ltda., sem clareza sobre a origem desses fundos.
Ainda segundo a apuração policial, Morgado teria feito um pagamento significativo a outra empresa para facilitar a aquisição de uma residência para Buzeira. A análise do celular do contador revelou documentos que comprovam tais transações.
Considerado um elo crucial na rede criminosa, Morgado é descrito como um “banco particular” para outros envolvidos na investigação, gerenciando grandes quantias em suas contas pessoais e empresariais.
Sobre as alegações feitas durante a operação da PF, a defesa de Buzeira declarou que ainda não há provas concretas que sustentem as acusações contra ele. Em nota oficial, afirmaram que “Bruno é trabalhador e sempre atuou publicamente nas redes sociais”, destacando sua trajetória como criador de conteúdo digital.
Por sua vez, o advogado do contador Rodrigo Morgado defendeu a inocência do cliente e enfatizou que sua atuação sempre foi limitada às atividades contábeis regulares dentro da legalidade.