BRK alerta sobre separar redes de esgoto e água de chuva

Concessionária reforça importância de separar redes pluviais e sanitárias em Mauá para evitar retorno de resíduos durante o verão.

Crédito: Divulgação

A BRK alerta a população de Mauá sobre a obrigatoriedade técnica e legal de manter a rede de esgoto totalmente desvinculada do sistema de drenagem pluvial. Direcionar a água da chuva para a tubulação sanitária é uma prática incorreta que lidera as causas de extravasamentos e transtornos urbanos, cenário que se agrava consideravelmente durante o verão devido ao aumento no volume das precipitações.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a estação atual — que se estende até 20 de março de 2026 — será caracterizada por temperaturas acima da média e chuvas de grande intensidade. Essas mudanças rápidas no tempo, comuns nesta época, favorecem pancadas fortes, granizo e ventos intensos, o que exige atenção redobrada quanto à infraestrutura dos imóveis atendidos pela BRK.

Quando chuvas torrenciais atingem a cidade, o volume de água que escoa pelas vias aumenta drasticamente. Se essa água invade a rede operada pela BRK por meio de ligações irregulares (como ralos de quintal conectados ao esgoto), o sistema entra em colapso. A consequência imediata é o retorno de esgoto para dentro das residências e o transbordamento nas ruas, gerando riscos à saúde pública.

Orientações da BRK sobre o funcionamento das redes

É fundamental compreender a distinção técnica entre os dois sistemas para evitar problemas operacionais. As tubulações de esgoto possuem diâmetro menor, calculadas apenas para transportar efluentes domésticos (água de banho, pias e vasos sanitários). Já as galerias pluviais são estruturas robustas, projetadas pelo poder público para suportar grandes volumes de água da chuva.

Viviane Moraes, gerente de operações da BRK em Mauá, esclarece a dinâmica do sistema:

“As redes de esgoto foram projetadas exclusivamente para receber os efluentes domésticos provenientes de banheiros, pias e cozinhas. Já a água da chuva deve seguir para a galeria pluvial, que é um sistema distinto e preparado para grandes volumes. Quando há a mistura entre os dois sistemas, a tubulação de esgoto fica sobrecarregada, resultando em transbordamentos nas ruas e até o retorno do efluente para dentro dos imóveis.”

Legislação e Impacto Ambiental

A interligação indevida não gera apenas transtornos físicos, mas também infrações legais. No Estado de São Paulo, o Decreto nº 5.916/75 proíbe expressamente o lançamento de águas pluviais na rede coletora de esgotos. Cada imóvel deve possuir sistemas independentes:

  • Rede de Esgoto: Exclusiva para resíduos domésticos.
  • Rede Pluvial: Exclusiva para água de chuva (calhas e ralos externos).

Além da questão legal, a BRK reforça o impacto ambiental negativo. O extravasamento da rede misturada leva esgoto “in natura” para rios e córregos, comprometendo a qualidade dos corpos hídricos locais.

Atendimento e Manutenção Preventiva

Para mitigar os efeitos do verão, equipes técnicas realizam vistorias e limpezas preventivas contínuas no sistema de coleta. A concessionária mantém uma estrutura de operação ininterrupta para responder a emergências causadas por intempéries ou mau uso da rede.

Em caso de dúvidas sobre a adequação das instalações ou para reportar ocorrências, os moradores devem acionar imediatamente os canais oficiais. O atendimento da BRK funciona 24 horas pelo telefone 0800 771 0001 ou via WhatsApp no (11) 9 9988-0001 (segunda a sexta, das 8h às 20h, e sábados, das 8h às 14h).

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 06/01/2026
  • Fonte: Secult PMSCS