Brittes mandou limpar sangue de Daniel, diz testemunha

Uma testemunha informou à Polícia Civil do Paraná que Edison Brittes, assassino confesso do jogador Daniel Freitas, obrigou convidados da festa em sua casa a limparem manchas de sangue

Crédito: Reprodução

As manchas foram deixadas pela agressão contra a vítima, que morreria horas depois. O atleta foi morto no dia 27, após ser espancado e ter o pênis cortado.

O depoimento é de Evellyn Perusso, de 19 anos. Segundo ela, o colchão do casal Brittes foi cortado na parte em que havia sangue e o tecido foi queimado junto com os documentos do atleta. Ao confessar, o empresário alegou ter flagrado o atleta tentando estuprar sua mulher. A polícia contesta essa versão, por acreditar que Daniel estava bêbado demais para o ataque sexual na noite do crime.

Evellyn era amiga de Allana Brittes, filha do empresário, que está presa. Daniel tinha ido à casa da família para comemorar o aniversário de 18 anos de Allana. Evellyn chegou a trocar beijos com o atleta durante a festa.

De acordo com a testemunha, mesmo depois de as agressões ao jogador continuarem, o empresário disse que “não era para pedir ajuda de ninguém, que ele estava na casa dele”. A mulher de Brittes, Cristiana, interveio em favor do atleta, segundo o depoimento, mas recebeu nova bronca do marido, que a questionou: “Está defendendo esse vagabundo?”.

Evellyn ainda comentou que “em momento algum Cristiana relatou abuso sexual ou estupro por parte de Daniel”.

Suspeitos

Há seis presos por suspeita de envolvimento com o crime – Brittes, a mulher, a filha e três homens que entraram no carro do empresário para levar o jogador até o matagal, onde seu cadáver foi achado. 

  • Publicado: 11/02/2026
  • Alterado: 11/02/2026
  • Autor: 14/11/2018
  • Fonte: Itaú Cultural