Brasileiro com risco de diabetes afirma que não será vítima da doença
Pesquisa do Instituto Ipsos revela que 10% dos brasileiros estão no grupo de risco; O problema é ainda maior entre as mulheres mais sedentárias do que os homens e fora do peso ideal
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 09/05/2013
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O fato de o brasileiro negar que um dia possa desenvolver diabetes é um dos motivos para o baixo diagnóstico e tratamento da patologia, população já conheça o diabetes e relacione a doença com seus principais fatores de risco, grande parte dela, inclusive as que estão em risco para o problema, simplesmente acredita que não será vítima da doença. “Percebemos que a população já entende muitas das informações sobre a doença”, afirma Balduíno Tschiedel, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). “Os desafios que temos agora é fazer com que os brasileiros, principalmente os que estão no grupo de risco ou já têm a doença e não sabem, entendam que não estão imunes ao diabetes”, completa.
A pesquisa “Conhecimento do diabetes no Brasil” foi conduzida pelo Instituto Ipsos em parceria com o laboratório Novo Nordisk, líder mundial no tratamento do diabetes. Os entrevistadores ouviram 1103 pessoas no país (nas regiões Norte, Sul, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste), com idades entre 16 e 70 anos, de todas as classes sociais. De acordo com os resultados, 89% dos entrevistados que não têm diabetes e que não foram informados sobre o risco da doença afirmaram ser nada provável ou muito pouco provável que viessem a desenvolver o diabetes.
“Dos 10% que estão no grupo de risco, 60% não sabem”, esclarece Paulo Cidade, diretor do Instituto Ipsos. “Desses, apenas 3% consideram muito provável desenvolver a doença e 73% afirmam nada ou pouco provável o aparecimento do diabetes no futuro”, completa. Segundo Cidade, o brasileiro admite que é sedentário, está acima do peso e sabe que seu histórico familiar pode pesar no conjunto dos fatores de risco do diabetes, mas mesmo assim, ele não se enxerga como alguém que de fato poderá sofrer com o problema no futuro. A pesquisa mostrou ainda que 70% dos entrevistados associam o diabetes a uma doença grave ou muito grave.
MULHERES
De acordo com os especialistas, as mulheres estão se tornando cada vez mais um importante grupo de risco para o diabetes. De acordo com o estudo, o percentual de mulheres que declarou não realizar qualquer atividade física chegou a 71% das entrevistadas contra 58% dos homens. “Elas também admitem estar mais fora do peso do que os homens”, lembra Cidade. De acordo com dados do Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), do Ministério da Saúde, o número de mulheres com diabetes no país já é maior que o de homens, chegando a 6,6% contra 5%.
SOBRE O PROJETO CHANGING DIABETES®
A pesquisa “Conhecimento do diabetes no Brasil” faz parte do projeto Changing Diabetes® (Mudando o Diabetes®), amplo programa mundial de conscientização da população realizado pelo laboratório Novo Nordisk, uma companhia global de cuidados com a saúde, com 90 anos de inovação e liderança no cuidado com o diabetes. A pesquisa foi realizada em toda a América Latina. Entre os principais objetivos estão: ampliar o conhecimento sobre a doença e entender como a população se comporta em relação ao diabetes para auxiliar políticas de prevenção e controle do problema.