Brasil sofre perdas de US$ 6,4 bilhões por desastres naturais em 2024
Enchentes no Rio Grande do Sul são as piores em 80 anos.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 30/11/2024
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Entre janeiro e setembro de 2024, o Brasil enfrentou catástrofes naturais que causaram prejuízos de pelo menos US$ 6,4 bilhões, conforme relatório da Aon. As enchentes no Rio Grande do Sul foram responsáveis pela maior parte dos danos, com perdas financeiras de aproximadamente US$ 5 bilhões e 182 mortes. Incêndios e secas também contribuíram significativamente para os prejuízos econômicos. Apesar do alto custo, houve uma redução de 57% em relação ao ano anterior, quando os danos chegaram a US$ 10 bilhões devido a uma seca histórica na bacia do rio da Prata.
O Brasil, tradicionalmente visto como um país de baixo risco catastrófico, vem experimentando eventos climáticos extremos mais frequentes desde 2019. A seca plurianual afetou vastas áreas agrícolas e gerou incêndios florestais no Pantanal. As enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul foram as piores em 80 anos, revelando a vulnerabilidade do país aos desastres naturais e a falta de estratégias de resiliência.
No contexto global, as perdas econômicas relacionadas a desastres naturais totalizaram US$ 258 bilhões até setembro de 2024. O furacão Helene foi o evento mais impactante financeiramente, com perdas estimadas em US$ 55 bilhões nos Estados Unidos.
A cobertura de seguros contra catástrofes no Brasil é escassa. Estima-se que apenas cerca de 5% dos danos estejam segurados, contrastando com os Estados Unidos, onde cerca de 80% das perdas são cobertas. Fatores como falta de conhecimento sobre seguros e percepção do seguro como um custo desnecessário contribuem para a baixa penetração desse mercado no Brasil.
Com o aumento dos eventos climáticos extremos devido ao aquecimento global, é crucial que o Brasil adote medidas preventivas para mitigar futuros impactos financeiros e sociais decorrentes desses fenômenos.