Brasil sobe cinco posições no ranking de desenvolvimento humano da ONU
Com dados referentes a 2023, país aparece agora na 84ª colocação, com um IDH de 0,786 (em uma escala de 0,000 a 1,000). Indicador é considerado de alto desenvolvimento
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 07/05/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
O Brasil conquistou um avanço significativo no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), subindo cinco posições e alcançando a 84ª colocação, conforme revelado no mais recente Relatório de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Com um IDH estabelecido em 0,786, o país é classificado como de alto desenvolvimento dentro da escala que varia de 0,000 a 1,000.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou sua satisfação através das redes sociais, destacando que “o Brasil está dando a volta por cima! Isso quer dizer mais expectativa de vida, mais renda por pessoa e mais acesso à educação. Seguimos trabalhando por mais qualidade de vida para os brasileiros e brasileiras”.
O relatório, que analisa os dados de 193 países com base em informações coletadas em 2023, considera três indicadores principais: expectativa de vida, escolaridade e Produto Interno Bruto (PIB) per capita. As classificações do IDH são determinadas por pontos de corte fixos, que categorizam os países em diferentes níveis de desenvolvimento humano.
Esses pontos de corte são definidos da seguinte maneira: um IDH abaixo de 0,550 indica baixo desenvolvimento humano; entre 0,550 e 0,699 representa médio desenvolvimento; valores entre 0,700 e 0,799 caracterizam alto desenvolvimento; e um índice de 0,800 ou mais é considerado muito alto desenvolvimento humano.
Além do progresso do Brasil nos últimos anos, o relatório também documenta a evolução do país desde 2010 até 2023, com um aumento médio anual de 0,38%, e desde 1990 até 2023, com um crescimento médio de 0,62%. Atualmente, há outros 49 países na categoria de alto desenvolvimento, enquanto 43 países são classificados como tendo desenvolvimento médio e 26 como baixo desenvolvimento.
No contexto global, a Islândia ocupa a primeira posição no ranking com um IDH de 0,972. Em seguida estão Noruega (0,970), Suíça (0,970), Dinamarca (0.962) e Alemanha (0.959). O Chile se destaca como a nação com melhor classificação na América Latina e Caribe ao ocupar a 45ª posição com um IDH de 0,878. Por outro lado, o Sudão do Sul apresenta o menor índice do mundo (0,388), enquanto os últimos lugares do ranking são dominados por países africanos. O Iémen também se encontra entre as últimas colocações devido à sua prolongada crise civil.
O tema central deste ano no relatório é a inteligência artificial (IA), intitulado “A matter of choice: People and possibilities in the age of AI”. A análise aborda como o avanço da IA pode ser aproveitado para promover o desenvolvimento humano. Achim Steiner, administrador do Pnud, ressaltou que a tecnologia deve ser uma ferramenta para o progresso humano e não um fator controlador.
Steiner enfatizou a necessidade da cooperação internacional para garantir que as inovações tecnológicas beneficiem todos os países. Ele argumentou que “nossa capacidade de explorar positivamente essa nova fronteira exige colaboração internacional, especialmente dos países mais ricos ajudando os mais pobres a se integrarem nessa economia emergente”.
Ele também frisou que é crucial que a inteligência artificial proporcione oportunidades para expandir a criatividade humana e a confiança mútua na capacidade de prosperar coletivamente no século XXI.
Por fim, cabe destacar que o Índice de Desenvolvimento Humano serve como uma métrica abrangente do progresso em três áreas fundamentais: renda, educação e saúde. Criado para oferecer uma perspectiva alternativa ao tradicional PIB per capita — que foca apenas na dimensão econômica — o IDH busca refletir uma visão mais holística do desenvolvimento humano.