Brasil se prepara para a COP30 com enviados especiais

Brasil sediará em novembro deste ano a maior conferência climática em nível mundial.

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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está em contagem regressiva para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), que será realizada em Belém, Pará, no próximo mês de novembro. O evento promete reunir representantes de mais de 190 países, além de especialistas em meio ambiente, organizações dedicadas à proteção ecológica e membros da sociedade civil, todos com o objetivo de avaliar as ações já tomadas e delinear as futuras estratégias contra as mudanças climáticas.

Na última semana, a organização da COP30 anunciou os enviados especiais do evento, figuras-chave que terão a responsabilidade de conectar diversos setores sociais nas discussões relacionadas ao encontro. Entre os nomes destacados estão Janja da Silva, primeira-dama do Brasil; Jacinda Ardern, ex-primeira-ministra da Nova Zelândia; e Frederico Assis, ex-assessor de Celso Amorim.

A lista de enviados especiais reflete uma diversidade de áreas estratégicas. Janja da Silva atuará como enviada para questões relacionadas às mulheres; Jacinda Ardern representará a Oceania; Laurence Tubiana, negociadora do Acordo de Paris, será a representante da Europa; Ethel Maciel, uma epidemiologista focada em doenças infecciosas, trará uma perspectiva ligada à saúde; e Frederico Assis se concentrará na integridade da informação.

Esses representantes têm a missão de levar as perspectivas das áreas que representam à organização da COP30, além de interagir com seus respectivos setores sobre as propostas do evento.

Além das discussões em torno da conferência, o governo brasileiro está considerando a criação de um cargo específico para o combate ao negacionismo climático. Essa medida visa enfrentar a resistência à aceitação das mudanças climáticas e suas consequências. Para assumir essa função, Frederico Assis foi escolhido devido à sua experiência prévia na assessoria especial do ex-ministro Celso Amorim. Sua atuação envolverá diálogo com grupos de comunicação e grandes empresas de tecnologia, bem como com movimentos sociais e figuras políticas.

Assis também será responsável pela articulação da Iniciativa Global pela Integridade da Informação sobre Clima, que foi anunciada durante a presidência brasileira do G20 em 2024.

Em uma carta divulgada recentemente, André Corrêa do Lago, presidente da COP30, expressou preocupação com uma “tendência perigosa” relacionada ao chamado “efeito dominó” nas mudanças climáticas. Ele enfatizou a urgência de união entre os países para a proteção ambiental diante dos sérios desafios geopolíticos, socioeconômicos e ambientais que o mundo enfrenta atualmente. Corrêa do Lago destacou a importância do multilateralismo como uma abordagem necessária para discutir e implementar medidas efetivas contra as mudanças climáticas.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 16/05/2025
  • Fonte: Fever