Brasil reage com rapidez a foco de gripe aviária no Sul e mantém compromisso sanitário
Surto está contido no Rio Grande do Sul e protocolos internacionais são seguidos, diz Alckmin
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 18/05/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou neste domingo (18), em Roma, que o Brasil continua sendo referência internacional no controle sanitário, mesmo diante da confirmação do primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial do país.
O foco foi identificado em Montenegro, no Rio Grande do Sul, e gerou ações imediatas por parte do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
“O Brasil é um exemplo para o mundo em termos de controle sanitário, tanto animal quanto vegetal. Todas as medidas necessárias estão sendo adotadas”, declarou Alckmin durante coletiva de imprensa na Embaixada do Brasil na capital italiana.
Ele estava na Europa para acompanhar a missa de inauguração do pontificado de Leão 14, no Vaticano.
Segundo o ministro, o caso está circunscrito a um único município e não compromete a segurança dos demais estados produtores.
“O país cumpre rigorosamente os protocolos internacionais e trabalha para conter a situação o mais rápido possível”, garantiu.
Emergência decretada e exportações impactadas
O caso confirmado levou o Mapa a declarar estado de emergência zoossanitária por 60 dias em Montenegro. A medida vale para um raio de 10 quilômetros ao redor da propriedade afetada. Com cerca de 64 mil habitantes, a cidade agora é foco de ações de contenção, como o rastreio da produção local e a adoção de barreiras sanitárias.
A repercussão internacional foi imediata. Países como China, Argentina, Uruguai, Chile e México suspenderam temporariamente as importações de carne de frango brasileira. Minas Gerais, por sua vez, iniciou o descarte de ovos férteis e aves contaminadas como forma de prevenção.
De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), o Brasil entra em uma nova etapa da circulação do vírus H5N1, que desde 2022 já causou mais de 4.700 surtos na América Latina e no Caribe.
Risco para humanos é baixo, mas vírus exige vigilância
A gripe aviária do tipo H5N1 não é uma novidade. Registrada pela primeira vez em gansos em 1996, ela afeta principalmente aves e tem alta taxa de letalidade nesses animais, especialmente em ambientes com grande concentração, como granjas. No Brasil, houve registros em animais silvestres desde 2023, mas esta é a primeira ocorrência em aves comerciais.
Embora o consumo de carne e ovos continue seguro, a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato direto com animais vivos infectados ou seus dejetos. Há ainda relatos internacionais de contaminação de outros animais, como gado e leões-marinhos, o que acende um alerta para a necessidade de monitoramento contínuo.
Apesar do cenário, especialistas ressaltam que a situação está sob controle no país, diferentemente dos Estados Unidos, onde o vírus já se espalhou por rebanhos leiteiros e até chegou ao sistema hídrico. O governo brasileiro segue em estado de alerta e reforça a importância de manter os padrões sanitários para preservar a segurança alimentar e a confiança no mercado internacional.