“Brasil Metalúrgico” apresenta calendário de luta contra reformas
O calendário unificado de lutas contra a aplicação da reforma trabalhista e da terceirização e a aprovação da reforma Previdência
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 15/08/2023
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O movimento “Brasil Metalúrgico” – composto por entidades sindicais metalúrgicas de todo o País – divulgou nesta terça-feira (22), na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o calendário unificado de lutas contra a aplicação da reforma trabalhista e da terceirização e a aprovação da reforma Previdência. Participaram do encontro representantes de confederações, federações e sindicatos do setor ligados às centrais sindicais CUT, Força Sindical, CSP-Conlutas, Intersindical, CTB.
O movimento prepara uma forte resistência nas fábricas, nas ruas e nas negociações das Campanhas Salariais. A agenda terá início no dia 28 de agosto, com uma semana de assembleias e atividades de panfletagem nas portas de fábrica. “Será o nosso ‘esquenta’ para atividade do dia 14 de setembro, quando faremos o Dia Nacional de Luta, Protestos e Greves”, comentou Aroaldo de Oliveira, secretário-geral dos Metalúrgicos do ABC. Para essa data, o objetivo é realizar uma série de atos e mobilizações pelo País, paralisando fábricas contra a redução de direitos e chamando a atenção para a importância de fortalecer as campanhas salariais desse segundo semestre.
Ficou acertada também, para o dia 29 de setembro, a realização da Plenária Nacional dos Metalúrgicos e demais categorias do setor da indústria que se interessarem em aderir ao movimento. “Temos que ampliar o leque e envolver o maior número possível de categorias e trabalhadores para uma atuação conjunta de enfrentamento”, defendeu o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes e vice-presidente da Força Sindical, Miguel Torres. “Agregar outros setores dará mais força e caráter de unidade dos operários e operárias desse país”, completou Marcelino da Rocha, presidente da Fitmetal e da CTB-MG.
O secretário-geral da CUT, Sergio Nobre, ressaltou que o movimento Brasil Metalúrgico vem somar esforços a outras iniciativas que estão começando a surgir em oposição às reformas: “A classe trabalhadora não vai assistir o desmonte e nem a barbárie deste governo. Vamos lutar juntos contra a efetivação das reformas”.
A reunião de hoje já contou com alguns participantes de outros setores industriais, como têxtil, vestuário, costura, papeleiros, petroleiros, construção civil, alimentação, metroviários e mineração. O secretário-geral dos Metalúrgicos do ABC lembrou que a presença destes outros setores já sinaliza o caminho que movimento vai seguir. “Além da união dos metalúrgicos do Brasil, a participação de outras categorias também mostra a organização e o crescimento do nosso movimento. Os trabalhadores estão caminhando para a construção da unidade”, comemorou.
Segundo destacou Zé Maria, dirigente da CSP-Conlutas, a indignação, nas bases, é grande e os trabalhadores mostram que há disposição para lutar. “O governo não vai poder continuar atacando os trabalhadores, sem reação conjunta das centrais e do movimento sindical.” Emanoel Melato, dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas, filiado à Intersindical, também lembrou que, historicamente, a categoria metalúrgica tem se colocado à frente nas lutas pelos direitos dos trabalhadores. “Nossa responsabilidade de barrar as tentativas dos patrões de acabar com as convenções coletivas e direitos que conquistamos com muita luta é gigantesca”, reforçou.
Estratégia jurídica – Na segunda (21) o movimento reuniu advogados dos sindicatos participantes para começar a traçar a estratégia jurídica de enfrentamento às reformas. “Nossa luta será nas fábricas, nas ruas, na Justiça, onde precisar ser feita. Só não vamos aceitar retrocessos”, garantiu Aroaldo de Oliveira.