Brasil se prepara para lançamento histórico de foguete

Evento em Alcântara, previsto para outubro, pode colocar país no mapa da corrida global de lançamentos comerciais

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O Brasil está prestes a dar um passo inédito na história da exploração espacial nacional. Em outubro, está programado o lançamento de um foguete que, se obtiver sucesso, será o primeiro a entrar em órbita partindo do território brasileiro.

A operação ocorrerá no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, e será conduzida pela sul-coreana Innospace, em parceria com a Força Aérea Brasileira (FAB).

Alcântara como vitrine para novos negócios

Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), apenas duas empresas privadas estão habilitadas a operar no país: a Innospace e a canadense C6 Launch. Ambas têm contratos para utilizar a base de Alcântara, mas a expectativa do governo é que o sucesso da operação atraia novos investidores para o setor.

O local oferece espaço para expansão e construção de áreas dedicadas ao mercado privado. Além do CLA, o Brasil também planeja disponibilizar o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte, para futuras operações.

Vantagens estratégicas do território brasileiro

O país possui um diferencial geográfico relevante: a proximidade com a linha do Equador, região onde a rotação da Terra é mais rápida, permitindo que foguetes economizem até 30% de combustível para atingir a órbita.

Além disso, bases voltadas para o mar reduzem riscos à população em caso de queda de destroços.

A expectativa é que o setor gere benefícios indiretos, como impulsos para a construção civil e o turismo, já que lançamentos espaciais atraem visitantes de todo o mundo.

Novos projetos e investimentos bilionários

Enquanto Alcântara se prepara para o voo histórico, a cidade de Maricá (RJ) planeja construir uma base para foguetes de baixa altitude no arquipélago das Ilhas Maricás. O projeto, com investimento inicial estimado em R$ 500 milhões, prevê quatro plataformas de lançamento e infraestrutura como porto, rede de radares e logística de transporte.

A prefeitura já encomendou estudos preliminares e busca licenças junto ao Ibama e à Marinha. Segundo Celso Pansera, presidente da Companhia de Desenvolvimento de Maricá, a demanda global por locais de lançamento cresce rapidamente, e o Brasil tem potencial para se posicionar como um dos principais polos dessa indústria.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 10/08/2025
  • Fonte: FERVER