Brasil terá Edson Bindilatti no encerramento das Olímpiadas de Inverno
O recordista brasileiro de participações olímpicas no gelo conduzirá a delegação nacional na despedida de Milão-Cortina 2026.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 19/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
O veterano do bobsled Edson Bindilatti assumirá uma missão histórica na cerimônia de encerramento da edição de Milão-Cortina 2026. Com seis participações no currículo, o atleta foi oficialmente escolhido para carregar o pavilhão nacional.
A decisão partiu diretamente do Comitê Olímpico do Brasil nesta quarta-feira. Marco La Porta reuniu a equipe na Casa adidas em Cortina d’Ampezzo para oficializar a homenagem ao lado do trenó utilizado nas recentes competições.
Edson Bindilatti e o legado nos Jogos Olímpicos de Inverno
O reconhecimento reflete a importância do atleta para a consolidação do país em modalidades fora de sua zona climática tradicional. Segundo o Presidente do COB, a escolha representa uma valorização do esforço contínuo.
“Por ser uma referência nos Jogos Olímpicos de Inverno e liderar esta equipe fantástica do bobsled, não havia como fugir do Bindilatti. Ele será homenageado como nosso porta-bandeira. A história dele não é apenas nos Jogos de Inverno. O Edson é um grande atleta do esporte olímpico brasileiro. Seis Jogos Olímpicos é para poucos.”
Após o anúncio surpresa, o clima de celebração tomou conta do encontro online e presencial. Para o piloto, a escolha coroa uma dedicação absoluta aos esportes de velocidade no gelo.
“Foi uma surpresa muito grande. Recebi com muita felicidade. Mostra pra mim o quanto valeu a pena toda a minha dedicação ao longo do tempo. São 26 anos trabalhando em prol do bobsled e das modalidades de inverno.”
Trajetória vitoriosa no bobsled brasileiro
A jornada de Edson Bindilatti começou nas competições de 2002 atuando na função de pusher. Ele evoluiu para breakman em 2006 e assumiu a pilotagem oficial dos trenós no ciclo de 2014.
Embora tenha planejado sua aposentadoria após Pequim 2022, o apelo para formar novos talentos falou mais alto. Ele retornou às pistas italianas exclusivamente para garantir a passagem de bastão segura no cenário internacional.
O histórico do piloto como porta-bandeira demonstra seu peso institucional para o esporte brasileiro:
- Pyeongchang 2018 (Abertura).
- Pequim 2022 (Abertura, dividindo a honra com Jaqueline Mourão).
- Milão-Cortina 2026 (Encerramento).
Como a transição de Edson Bindilatti impacta o esporte
Esta competição sela o ponto final definitivo de sua jornada como competidor olímpico de alto nível. Agora, o foco prático envolve preparar Gustavo Ferreira e os jovens pilotos emergentes para manter o desempenho do país.
“A cortina vai se fechar para mim. Mas vai se abrir para esses meninos aqui e para vários atletas que ainda estão por vir.”
Da base no atletismo às pistas de gelo
Antes do sucesso nas descidas congeladas, o baiano brilhou intensamente no atletismo convencional. Como decatleta, conquistou nove títulos brasileiros e levantou importantes taças continentais.
Essa vivência esportiva múltipla construiu a resistência necessária para sua longevidade incomum. O próprio piloto credita sua durabilidade à capacidade de cuidar do corpo desenvolvida no decatlo.
O cenário brasileiro nos esportes de inverno registra uma nítida evolução técnica atual. Todo esse progresso contínuo carrega a assinatura estrutural de Edson Bindilatti, que pavimentou um caminho mais acessível rumo a futuras conquistas olímpicas.