Brasil é 42° em maturidade digital em ranking global
País lidera na América Latina, mas sofre com falta de chips e baixa retenção de talentos, aponta Instituto Brasileiro de Soberania Digital.
- Publicado: 01/01/2026
- Alterado: 17/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Motisuki PR
A maturidade digital brasileira garantiu apenas a 42ª posição no cenário global, segundo levantamento recente. Embora o Brasil apresente o melhor desempenho da América Latina, o país ainda figura atrás de nações emergentes como Tailândia (37º) e Cazaquistão (34º). Os dados alarmantes são do Instituto Brasileiro de Soberania Digital.
No topo da lista mundial estão potências como Singapura, Suíça, Dinamarca e Estados Unidos. O abismo tecnológico fica evidente quando comparamos o Brasil com a Polônia, que ocupa o 28º lugar.
Para elevar o nível de maturidade digital, o estudo aponta que não basta apenas consumir tecnologia, mas dominar sua produção e governança.
Forças e fraquezas na maturidade digital do país
O relatório dissecou a infraestrutura nacional, revelando um cenário de contrastes agudos. Existem avanços regulatórios significativos, mas a dependência externa compromete a autonomia técnica.
Melhorar a maturidade digital exige, primeiramente, reconhecer os pilares positivos já consolidados:
- Inclusão Digital: Cerca de 88% da população possui acesso à internet.
- Governança: A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) está entre as quatro melhores do mundo, somada a uma Lei de Acesso à Informação sólida.
- Infraestrutura: Investimentos robustos na expansão da rede 5G.
Por outro lado, as fragilidades estruturais impedem um salto na classificação. O estudo destaca pontos críticos que travam a maturidade digital e a economia:
- Soberania de Dados: O Brasil tem produção zero de chips nacionais.
- Capital Humano: Retenção de apenas 58% dos profissionais qualificados (fuga de cérebros).
- Economia Digital: O PIB digital representa apenas 9,8% do total.
Dependência externa e segurança
Outro dado preocupante revelado pelo instituto envolve a infraestrutura de nuvem. Atualmente, 88% desse serviço utilizado no território nacional é controlado por provedores estrangeiros.
No quesito defesa, a vulnerabilidade também é alta. O Brasil conta com somente oito centros federais de operações de cibersegurança. Sem reverter essa dependência e investir na retenção de talentos, será difícil para o país escalar posições no ranking global de maturidade digital.