Borboletário de Diadema recebe “crianças-borboletas”

O passeio faz parte das comemorações do Dia Mundial de Conscientização sobre a Epidermólise Bolhosa (EB)

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Crianças, jovens e adultos com Epidermólise Bolhosa, uma doença rara que ainda não tem cura e causa bolhas na pele e membranas mucosas, estiveram nesta sexta-feira (5/10), visitando o Borboletário de Diadema, acompanhados de seus familiares. Devido à pele frágil como as asas da borboleta, portadores de EB são chamados de “crianças-borboletas”. A EB não é uma doença contagiosa.

Segundo o biólogo Sandro Santana, responsável pelo Borboletário de Diadema, é a primeira vez que o criadouro, especializado em educação ambiental, recebe pacientes com Epidermólise Bolhosa (EB). “É muito gratificante para nossa equipe contribuir para a motivação e inserção social desses pacientes”, explicou.

Promovido pela empresa suíça Mölnlycke, pioneira mundial no tratamento da EB, o encontro contou com a participação da Associação Paulista de Apoio às Pessoas com Epidermólise Bolhosa (AAPEB), técnicos da Secretaria Estadual de Saúde, profissionais de nutrição e de enfermagem. “Já realizamos campanhas de conscientização e troca de informações e experiências sobre EB em diversos estados brasileiros, mas essa é a primeira vez que o evento ocorre em um borboletário”, disse Luciana Mendes, representante da indústria.

De acordo com Adriano Romeu, presidente da Associação Paulista de Apoio às Pessoas com Epidermólise Bolhosa (AAPEB), a entidade tem 215 pacientes cadastrados. “Trabalhamos para ajudar as famílias e pacientes de EB, além de multiplicar as informações a profissionais de saúde e à sociedade em geral”, explicou. Para divulgar o Dia Mundial de Conscientização sobre a Epidermólise Bolhosa (25/10), a entidade vai realizar uma caminhada no último sábado deste mês (27/10), das 10h às 12h, no Parque Villa Lobos, em São Paulo. Mais informações: (11) 2261-1820.

BORBOLETÁRIO DIADEMA
Acompanhar a formação de uma borboleta e presenciar o primeiro vôo rumo às plantas e frutas é experiência única que pode ser vivenciada no Borboletário Tropical Laerte Brittes de Oliveira. Primeiro borboletário da Região Metropolitana de São Paulo, inaugurado em 2005, o espaço visa contribuir com o processo de educação ambiental desenvolvido pela Secretaria do Meio Ambiente e a conservação de espécies típicas da Mata Atlântica.

As espécies criadas em cativeiro têm sobrevida maior que os insetos livres e são fundamentais para a conservação da biodiversidade, pois contribuem para a reprodução das espécies vegetais, mantendo a grande diversidade encontrada na Mata Atlântica. O viveiro de borboletas tem cerca de 190 m², onde vivem insetos adultos de quatro espécies; a Caligo illioneus, conhecida popularmente como “olho de coruja”; a Ascia monuste conhecida como “borboleta-da-couve”; Methona themisto e Heraclitis anchisiades. Os ovos, lagartas e pupas (casulo) ficam em um berçário junto ao viveiro.

No Borboletário Diadema, existem cerca de trinta espécies de plantas que servem para o deposito de ovos, abrigo e também de alimento para as borboletas. A vegetação, entre outros benefícios, é importante para o abrigo dos ovos (oviposição). Semanalmente, os cuidadores do Borboletário realizam a coleta e levam à casa de criação. Lá se inicia todo o processo de criação: lagarta, pupa, borboleta e retorno ao viveiro.

SERVIÇO:
Borboletário Tropical Laerte Brittes de Oliveira (Borboletário Diadema)
Rua Ipitá, 193 – Jardim Inamar
Informações e agendamentos: 4059-7600/7619 ou educ.ambiental@diadema.sp.gov.br

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 06/10/2018
  • Fonte: FERVER