Borboletário de Diadema passa por metamorfose e é entregue à população totalmente revitalizado

Com custo zero aos cofres da cidade, a Prefeitura de Diadema inaugurou, na manhã desta quarta-feira (25), o Borboletário Municipal, que está dentro do Jardim Botânico do município

Crédito: Celso Rodrigues/ABCdoABC

Mais do que visitar um ambiente de natureza preservada, o ABCdoABC acompanhou, na manhã desta quarta-feira (25), a reinauguração do Borboletário Municipal, localizado no Jardim Botânico de Diadema, no bairro Inamar, em uma área de 26 mil metros quadrados de mata nativa e com trilhas, voltado à educação ambiental e à preservação da biodiversidade e, de quebra, ganhamos uma aula sobre o ciclo de vida das borboletas.

O prefeito Taka Yamauchi fez a reinauguração do Borboletário Municipal, o primeiro da Região Metropolitana de São Paulo, inaugurado em 2005, ao lado do secretário de Meio Ambiente e Serviços Urbanos, Ricardo Sousa, de vereadores, e de Rosana Cardoso, bióloga, responsável pelo manejo do borboletário e atuante na área administrativa do Jardim Botânico.

Mão de obra própria

Sobre a reinauguração do Borboletário Municipal, o emedebista explicou que não houve custo aos cofres públicos municipais e que este trabalho é essencial para conscientização das futuras gerações.

“Hoje está contemplando toda essa reabertura do borboletário feita com mão de obra, inclusive da Prefeitura, pois a gente sabe das dificuldades dentro do nosso financeiro, mas que foi feita pelos próprios funcionários. Essa transformação e essa reabertura é fundamental para que a gente traga as crianças da rede municipal, da rede estadual, aqui para colocar essa conscientização da questão ambiental, principalmente para nossas crianças, e levar essa educação ambiental às escolas”, reforçou Taka sobre os cuidados com o meio ambiente.

Mais do que preservar é ensinar a cuidar

O Borboletário Municipal pode abrigar até mil borboletas e tem uma função que vai muito além de cuidar da natureza, já que visa, também, educar para preservar, assim, crianças das escolas municipais e estaduais realizam visitas para conhecer um pouco mais sobre o local, inclusive, enquanto estávamos no local, dois grupos de estudantes foram excursionar. Aliás, o espaço também realiza cuidados com os animais silvestres resgatados ou que passaram por maus tratos, como jabutis, que são mais de 40, coelhos, marreco e galinhas, além do canil.

Com um olhar mais analítico, o secretário de Meio Ambiente e Serviços Urbanos, Ricardo Sousa, lembrou de como encontrou o ambiente e reiterou que não é apenas para visitação.

“Vim para cá e falei, acho que, pelo menos, o borboletário vai estar bem. Chegamos aqui estava furado, não tinha borboleta, não tinha nada. Então, agora, nós estamos aqui nesse espaço que vamos trazer as crianças, e para voltar. Aqui é feito para educação ambiental“, reforçou Sousa.

Doação para manutenção

O Jardim Botânico de Diadema conta com doações para manter sua funcionalidade, segundo informou Taka, e o secretário explicou qual a origem desses donativos.

“Então uma empresa, um empreendimento tem que fazer alguma supressão, então, tem que repor aquelas árvores que tirou, e eles podem fazer em doação. Não em valores, mas em bens e serviços. Então a gente recebe essas doações, essa compensação ambiental, e usamos aqui em vários projetos da nossa secretaria, além do projeto de parques e praças”, esclareceu Ricardo a origem da ajuda.

A vida das borboletas

E entre uma explicação e outra, Rosana Cardoso falou um pouco sobre o ciclo de vida das borboletas.

“Conforme a borboleta bate a asa voando, ela vai se deteriorando. Então, é uma idosa, só isso. Ela não está doente. Do ovo até a borboleta, depende da espécie, mas demora cerca de 15 dias, mais ou menos, como um lagartinho, já de lagarta para pupa, 7, 12 dias já eclode e aí nasce a borboleta. Essa borboletinha também vai durar cerca de 25, 30 dias. O ciclo de vida de uma borboleta é de 80 dias, mas tem espécies que duram dez meses e até um ano, e se alimentam de frutas em decomposição, porém, quando lagarta o alimento são as folhas”, Rosana deu uma verdadeira aula.

O esse espaço dedicado ao ciclo de vida das borboletas é laboratorial e de acesso permitido apenas aos técnicos, já que guarda toda documentação e relatórios, além de ser um ambiente com temperatura, umidade e assepsia controlados.

Habitações irregulares versus meio ambiente

Em um município em que existem muitas áreas de preservação ambiental, o trabalho para evitar as invasões e moradias irregulares passa a ser um desafio tão grande quanto preservar a natureza, mas para resolver um problema é preciso soluções para àqueles que precisam de uma moradia digna, e o prefeito comentou o que tem sido feito.

Diadema está bem imbuída nessa questão habitacional, já foram entregues mais de 452 unidades através do CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano) do Estado de São Paulo, e foi assinado o convênio com mais de 282 novas unidades, além dos programas de Diadema, e do Uma Casa Toda Minha, do governo Federal também. E temos um objetivo bem claro e uma meta de mais de cinco mil moradias a serem colocadas à disposição da população até o final da nossa gestão”, projetou Taka.

Mais do que morar com dignidade é ter o direito ao bem

Ainda sobre a questão habitacional, não basta entregar moradias, é preciso também realizar a regularização fundiária, trâmite essencial e que garante o direito à propriedade

“A questão de invasões, do uso incorreto, que foi colocado esse crescimento desorganizado, a gente vê que regularização fundiária, principalmente nessas áreas de mananciais, é muito importante. Então, temos também uma meta de mais de 20 mil regularizações fundiárias até o final da nossa gestão, já demos andamento, no início da gestão, de 161, a gente está querendo entregar agora mais de 1.100 regularizações fundiárias”, prevê Yamauchi.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 26/06/2025
  • Fonte: Farol Santander São Paulo