Bolsonaro segue internado sem previsão de alta após cirurgia abdominal
Boletim médico indica quadro estável e fisioterapia diária, mas ex-presidente ainda está na UTI
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 02/05/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Multiplan MorumbiShopping
O último boletim médico referente ao ex-presidente Jair Bolsonaro, divulgado na sexta-feira (2), indica que, embora o paciente esteja clinicamente estável, não há previsão de alta. O relatório afirma que Bolsonaro não apresenta dor ou febre, além de manter a pressão arterial sob controle.
Cirurgia bem-sucedida exige cuidados prolongados
Bolsonaro passou por uma cirurgia no dia 11 de abril, após relatar desconforto abdominal durante uma agenda no Rio Grande do Norte. O procedimento, necessário devido a uma obstrução intestinal, foi realizado com sucesso em 13 de abril e durou aproximadamente 12 horas, sem intercorrências ou necessidade de transfusões sanguíneas. No entanto, o ex-presidente continua a requerer cuidados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Conforme informações da equipe médica, Bolsonaro tem intensificado a fisioterapia motora diariamente e está recebendo medidas preventivas contra trombose venosa. O boletim também destaca que ele tem aceitado bem a dieta oral, complementada com nutrição por via parenteral.
O cardiologista Leandro Echenique explica que cirurgias desse porte costumam provocar uma inflamação significativa no corpo do paciente, o que pode resultar em diversas complicações. Por isso, é necessário monitoramento rigoroso da pressão arterial e medidas para prevenir infecções.
Intimação judicial gera polêmica
No dia 23 de abril, enquanto permanecia internado na UTI em Brasília, Bolsonaro foi notificado sobre a abertura de uma ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF). A intimação ocorreu após o ex-presidente participar de uma transmissão ao vivo nas redes sociais, levando o STF a concluir que ele estava em condições adequadas para receber a comunicação formal.
O advogado Paulo Cunha Bueno contestou essa ação em suas redes sociais, argumentando que a entrega da intimação em um ambiente hospitalar fere o Código de Processo Penal, que proíbe citações a pessoas em estado grave de saúde.