Bolsonaro ficará em sala de Estado na Superintendência da PF
Jair Bolsonaro é detido em Brasília; STF confirma prisão preventiva em meio a julgamento histórico
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 22/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi detido na manhã deste sábado (22/11) em Brasília, cumprindo um mandado de prisão preventiva emitido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele agora ocupa uma “sala de Estado” na Superintendência da Polícia Federal, um espaço reservado para autoridades e figuras públicas de destaque, que conta com comodidades como mesa, cadeira, cama e banheiro privativo.
A ação da Polícia Federal teve início por volta das 6h, quando agentes se dirigiram ao condomínio do ex-presidente, onde permaneceram por aproximadamente meia hora antes de levá-lo diretamente à sede da PF.
Em nota oficial, a Polícia Federal confirmou a execução do mandado: “A Polícia Federal cumpriu neste sábado (22/11), em Brasília/DF, um mandado de prisão preventiva em cumprimento a decisão do Supremo Tribunal Federal”.
Leia mais: “Bolsonaro é preso preventivamente pela PF por decisão do STF“
Prisão de Jair Bolsonaro ocorre em um momento crítico
A prisão de Jair Bolsonaro ocorre em um momento crítico no julgamento relacionado à tentativa de golpe liderada por Bolsonaro. Na véspera, a defesa do ex-presidente havia solicitado ao STF uma “prisão domiciliar humanitária”, buscando uma alternativa ao regime fechado. Esse pedido foi feito após o acórdão que rejeitou os embargos interpostos pela defesa. O prazo para novos recursos está se esgotando na próxima semana.
Condenação de Jair Bolsonaro pelo STF
Bolsonaro foi condenado em setembro a 27 anos e três meses de prisão, inicialmente em regime fechado, por sua participação na trama golpista que visava manter seu poder após a derrota nas eleições de 2022. Além dele, outros sete associados foram igualmente condenados no mesmo processo denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Na última semana, a Primeira Turma do STF decidiu, por unanimidade, rejeitar todos os recursos apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os ministros também se manifestaram contrariamente aos embargos de outros seis condenados que fazem parte do núcleo central da conspiração: Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Brag