Bolsonaro deixa prisão para fazer cirurgia em Brasília

Ex-presidente Jair Bolsonaro foi transferido da PF para unidade privada após autorização do STF; procedimento ocorre no dia 25

Crédito: Antonio Augusto/STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para ser internado em um hospital particular da capital federal. Preso desde novembro, ele foi autorizado a realizar uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral, marcada para o dia 25 de dezembro.

A saída da unidade prisional ocorreu sob escolta da Polícia Federal e atende a uma determinação judicial específica para a realização do procedimento médico. Após a alta hospitalar, Bolsonaro deverá retornar à custódia, conforme estabelecido na decisão.

Autorização do STF garantiu a saída temporária

A transferência do ex-presidente foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a análise de laudos médicos elaborados pela perícia da Polícia Federal. Os documentos apontaram a necessidade de realização do procedimento cirúrgico em curto prazo.

Na decisão, o ministro deixou claro que a autorização se limita ao tratamento de saúde, sem qualquer alteração no regime de prisão. A medida prevê acompanhamento integral das forças de segurança durante todo o período fora da unidade da PF.

Cirurgia é considerada de média complexidade

De acordo com a avaliação médica anexada ao processo, a cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral é classificada como de complexidade moderada. O tempo estimado do procedimento varia entre três e quatro horas, conforme informado pelos profissionais responsáveis.

A expectativa é de que Bolsonaro permaneça internado entre cinco e sete dias, dependendo da evolução clínica no pós-operatório. O acompanhamento médico será contínuo, com relatórios que podem ser encaminhados à Justiça durante o período de recuperação.

Polícia Federal mantém escolta e controle de acesso

Ex-presidente Jair Bolsonaro é preso preventivamente pela PF
Reprodução

A decisão judicial determina que a Polícia Federal seja responsável pela escolta, vigilância e segurança do ex-presidente durante a internação. Agentes acompanham Bolsonaro desde o deslocamento até a permanência no hospital.

O controle de acesso ao quarto é rigoroso, com restrições à entrada de visitantes e proibição do uso de aparelhos eletrônicos pessoais, como celulares e computadores. Apenas equipamentos médicos são autorizados no local.

Acompanhante autorizado e visitas limitadas

O despacho do STF autoriza a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro a permanecer como acompanhante durante todo o período de internação. A medida segue protocolos aplicados a pessoas presas que necessitam de tratamento médico fora do sistema prisional.

Outras visitas só poderão ocorrer mediante autorização judicial específica. Pedidos adicionais feitos pela defesa, como a ampliação do número de acompanhantes, não foram contemplados na decisão inicial.

Pedido de prisão domiciliar foi negado

Apesar da necessidade da cirurgia, o ministro Alexandre de Moraes negou o pedido da defesa para conversão da prisão em regime domiciliar. O magistrado avaliou que a situação de saúde não justifica a mudança da medida cautelar.

Na decisão, Moraes ressaltou que a proximidade entre a unidade prisional e o hospital, além da estrutura disponível para atendimento médico, garante a preservação da saúde do ex-presidente sem prejuízo ao cumprimento da prisão.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 24/12/2025
  • Fonte: FERVER