Enquanto Bolsonaro é julgado, anistia acelera no Congresso
Movimentação intensa no Congresso sobre anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Votação pode ocorrer em duas semanas, com apoio do centrão.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 03/09/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Nos corredores do Congresso Nacional, uma movimentação intensa se configura em torno da proposta de anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, bem como para o ex-presidente Jair Bolsonaro. A expectativa é que a proposta seja colocada em votação dentro de duas semanas, conforme informações provenientes de bastidores políticos.
Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) prossegue com o julgamento das ações ligadas à tentativa de golpe, parlamentares atuam rapidamente para dar suporte à pauta da anistia. Hugo Motta, deputado do Republicanos da Paraíba e um dos principais articuladores da proposta, sinalizou que não hesitará em levar a votação se houver apoio suficiente e um ambiente favorável.
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A articulação ganhou novos aliados nos últimos dias, entre eles o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que se envolveu diretamente nas negociações. Outros nomes influentes como o pastor Silas Malafaia e membros do PL estão discutindo os detalhes com a família Bolsonaro e outros representantes próximos ao ex-presidente, como o deputado Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo.
Interlocutores afirmam que líderes do centrão estão confiantes na existência dos votos necessários para aprovar a medida, que requer uma maioria simples. No entanto, Motta parece estar avaliando o momento mais apropriado para evitar conflitos com o STF antes de proceder com a votação.
A principal questão em debate refere-se à amplitude da anistia proposta. A ala mais radical, que inclui Eduardo Bolsonaro, defende uma anistia “ampla, geral e irrestrita”, que poderia beneficiar não apenas os executores dos atos golpistas, mas também os planejadores, incluindo o próprio ex-presidente. Apesar disso, existe uma expectativa de que o centrão busque “calibrar” o texto final para limitar seu alcance.
Enquanto isso, no Senado, a situação apresenta nuances diferentes, mas ainda assim favoráveis à discussão da anistia. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manifestou sua intenção de apresentar um texto alternativo ao que está sendo proposto pelos bolsonaristas. “Vou votar o texto alternativo; é isso que quero ver no Senado“, afirmou Alcolumbre.
Assim, as articulações políticas seguem em ritmo acelerado enquanto a possibilidade de anistia aos golpistas permanece em pauta. A análise do impacto dessa proposta e suas possíveis implicações políticas continua a ser um tema central no cenário nacional.