Cenas de um Julgamento – Parte I: Bolsonaro e o roteiro sem autor

No primeiro dia do julgamento de Bolsonaro no STF, discursos, bastidores e tensões revelam como a democracia brasileira virou série em tempo real

Crédito: Imagem gerada por IA via ChatGPT (OpenAI)

Brasília amanheceu prendendo o ar, como se a cidade tivesse combinado um pacto de silêncio antes do primeiro corte de câmera. O Supremo acendia as luzes do palco do lado de fora, bandeiras em verde e amarelo tremulavam como figurantes disciplinados do lado de dentro, um frio de ar-condicionado e toga que não esquenta ninguém. Em algum ponto do Solar de Brasília, quadra 11, o protagonista ausente assistia à própria ausência: Jair Bolsonaro, de pijama que não foi escolhido para a TV, assistindo a si mesmo sem estar no quadro. O país não dormiu — trocou o sono por vigília, a certeza por rumores, o argumento por hashtag. Brasília virou streaming compulsório. Ninguém pediu “play”, mas a temporada abriu.

Alexandre de Moraes entrou no foco com a calma milimétrica de quem segura um bisturi. Não havia suspense, havia método. A minuta impressa no Planalto já passara por rabiscos, ajustes, carimbos invisíveis; as reuniões fechadas com generais tinham a objetividade fria de quem não brinca de improviso. Moraes não falou como comentarista: falou como quem desmonta uma máquina e exibe as peças. Chamou o ex-presidente de “chefe de organização criminosa”, recompôs o 7 de Setembro de 2021 em plano e contraplano — o discurso para a avenida, o recado para o Supremo, o fósforo riscado com cuidado para parecer acaso. Não julgava ideias: julgava atos. Não avaliava exageros: mostrava roteiro. E na plateia, o Brasil inteiro percebeu que aquele “filme” não tinha trilha épica; tinha o ruído de uma impressora no Planalto cuspindo um decreto de Estado de Defesa como quem imprime uma promoção de supermercado.

Vimos uma dobradinha de craques: Dino e Moraes. Até que tudo tornou-se um quadro: não houve improviso. Houve ensaio. Os acampamentos nos quartéis não surgiram de efeito especial: foram logísticas de quem confunde patriotismo com piquenique em área militar. A caderneta do general Augusto Heleno não era “diário íntimo”, era a ata do desejo. O “Punhal Verde-Amarelo” não tinha Bíblia, nem metáfora; tinha lâmina. Se alguém esperava a defesa do “foi só papo de boteco”, saiu da sessão com sede — e sem boteco.

Eles trocavam de posto, era quase um o amálgama do outro, mesmo divergindo sobre um ponto. Mesmo assim, a democracia se sentia segura nesse porto. Então, Moraes, expôs uma carne viva. Dino alinhavou o forro. Sem elevar o tom, costurou mensagens, cronogramas, fluxos de comando. Traduziu o golpe em diagrama: quem ligava para quem, o que combinava com quem, onde os papéis dormiam e quem sonhava com tanque acordando cedo. E veio o recado que atravessou o plenário, as redações e os grupos de família: “Quando o árbitro apita, o jogo acaba.” Democracia não tem VAR de ressentimento, prorrogação por decreto, gol de mão com replay patriótico. Perdeu? Bem-vindo à oposição — que não é cadeia, mas também não é atalho.

Luiz Fux: divergências e acenos políticos sutis

A câmera então procurou Luiz Fux. Ele não jurou terremoto, mas prometeu piscar. E piscou. O foco dele será na delação de Mauro Cid: nove versões, variações sobre o mesmo tema, uma valsa que muda de ritmo com a plateia, sustenta ele. Fux não tentou reescrever o final, mas deixou a rubrica no canto da página: dissidência registrada, e amanhã deverá deixar isso evidente. Em Brasília, isso vale mais que um editorial — vira mosca de ambulância: aterrissa onde tem cheiro de sangue e leva recado para quem tem fome de narrativa. O bolsonarismo aproveita: corta vídeo, sincroniza trilha, costura “processo político” com linha grossa. Se houver pedido de vista (mesmo hipotético), a militância fabrica um carnaval fora de época com marchinha pronta: “Perseguição!”. Se não houver, canta igual. Brasil é versátil.

Moraes escondeu a adjetivação onde mais dói: nos fatos. Tinha live contra as urnas, reunião com embaixadores, abusos de aparato estatal, a ABIN paralela virando reality subterrâneo. Tinha assinatura de quem não assina e digital de quem usa luva. Ele trouxe os nomes à mesa: Braga Netto como operador militar, Anderson Torres nos bastidores logísticos, Ramagem na inteligência de porta lateral, Paulo Sérgio e Heleno atravessando os comandos com zelo de zelador; e Almir Garnier, a Marinha ensaiando uma dança com a sombra — não foi valsa completa, mas o convite existiu. As peças se encaixaram como uma coleção de figurinhas que dá álbum: cada uma parece banal até fechar a página. Fechou.

Luiz Fux - Julgamento de Bolsonaro no STF
Imagem gerada por IA via ChatGPT (OpenAI)

No meio disso, a diplomacia tirou selfie. A Embaixada dos EUA ensaiou sanções: se o relator “exagerar”, vem castigo. Sinalizam visto congelado, aperto financeiro, nota de repúdio com verniz humanista. O Itamaraty, num raro momento de stand-up institucional, respondeu com elegância ferina: soberania não se terceiriza. Karoline Leavitt discursou a Primeira Emenda como superpoder; Trump sacudiu tarifas como quem chacoalha um pandeiro num desfile fora de época; Brasília virou ringue com juiz estrangeiro na borda da lona. Ninguém vence, mas todo mundo finge que está vencendo — porque no noticiário global, a manchete dura 24 horas e a convicção, 15 segundos.

No Congresso, a novela correu do jeito que Brasília gosta: cafés fora de agenda, mensagens autodestrutivas, caras de paisagem, pressões com luva de pelica. O Centrão enxergou um respiro de caixa na pauta da anistia. O argumento veio embrulhado em celofane: “peixes pequenos”. O objetivo, ao fundo, tem escamas maiores. Hugo Motta já afiava a tesoura para aparar a beirada do vestido e, se desse, levar a renda toda. Dino, no voto, deixou recado com o polegar: ninguém vai “passar pano” com a desculpa da lágrima. Quem participou, responde — do general ao porteiro da minuta, do mensageiro da pasta ao diretor da sinfonia. Brasília, claro, fingiu que não ouviu. Brasília tem audição seletiva.

Do lado de fora, a urbanidade ergueu tendas de fé. Vigílias com hinos, terços, cartazes pedindo Trump em português do Brasil, inglês de meme e espanhol de fronteira. Lives pingavam como torneira mal fechada, com cada corte de voto virando GIF e cada ironia do relator rendendo sticker. Brasília vibra com política como quem vibra com reality: não é sobre o que acontece, é sobre quem narra. Sobre o que vem depois com a agilidade de um dedo que desliza no feed e determina o destino de um país com a mesma preguiça com que dá curtir.

No Solar de Brasília, a manhã entrou pela janela enquanto o café esfriava e os telejornais trocavam de apresentador. Bolsonaro não foi ao Supremo: assistiu. Tinha o controle remoto na mão, mas não tinha controle nenhum. Cada voto soava como martelo em tábua; cada intervalo, como a respiração que precede um soluço. A casa não é bunker, é aquário. De fora, todo mundo vê. De dentro, a água pesa. Em silêncio, ele imaginou “os pequenos”: os que entraram no ônibus sem saber o nome do motorista; os que acharam que bandeira é salvo-conduto; os que tiraram foto com quartel como quem tira com padre em festa junina. Eles, agora, viraram prefácio de discurso para justificar anistia. A política tem mãos frias para consolar — e bolsos quentes para resolver.

Quando Moraes mandou a primeira ironia com cara de jurisprudência — “juiz não é samambaia” — o plenário riu o riso econômico de quem sabe que está sendo filmado. Quando Dino disse que “não tem prorrogação”, o plenário mexeu na cadeira como quem ouve o apito do recreio acabar. E quando Fux escalou a tornozeleira à mesa, alongando a discussão sobre medidas cautelares e o alcance da delação de Cid, o plenário trocou olhares com legenda embutida: ok, anotado. As nove versões do delator funcionam como termômetro de conveniência, mas os oito depoimentos cruzados dão febre independente. A diferença entre “contradição” e “complemento” virou jogo de sombra. Fux escolheu a sombra. Não por maldade: por método — e por memória de si mesmo.

O julgamento saiu do prédio e entrou na rua. Washington virou comentarista. Lisboa opinou na mesa de bar. Buenos Aires deu palpite com vinheta de tangos tristes e sorvetes caros. O Brasil tem vocação para espetáculo — e, diante do espetáculo, o mundo tem vocação para plateia. Sanções são menos martelo e mais alarme: não derrubam parede, mas lembram que o prédio treme. Banqueiros fazem planilhas com números que não aparecem em editorial; embaixadas escrevem telegramas com adjetivos que não cabem no Twitter. Na superfície, “princípios”; no subsolo, interesses. É assim desde sempre, mas é bom quando alguém lembra em voz alta.

Centrão – Mercador

Enquanto isso, Centrão conta voto com conta de mercador. A anistia, “ampla, geral e irrestrita”, entra no texto e sai do texto como figurante difícil. A versão “cirúrgica” finge que não tem alma de anestesista: promete poupar os “de baixo” e aproveita para desobstruir a garganta dos “de cima”. A base governista, realista, sabe que a briga não é só moral: é matemática. Bastidores somam o que os discursos fingem subtrair. A semana vale por um semestre de tramoia. Quem tem faltando um voto promete duas emendas — quem tem dois a mais negocia mais duas. Brasília tem aritmética própria: 1 + 1 = quem liga por último.

O Supremo parecia ter dois protagonistas e um coadjuvante insistente. Moraes era o rolo compressor que desmonta mitologias. Dino era o bisturi que separa tecido morto de pele viva. Fux fazia a marca para a câmera notar: divergência com vocabulário fino e anotações para o futuro. Às vezes ele pareceu vencido; às vezes, vencedor moral de quem não quer ser arrastado por sanções internacionais que, se não doem no bolso, doem no retrato. Dissidência é um seguro de viagem: você faz na esperança de não usar, mas dorme melhor com o papel no bolso. Brasília coleciona apólices.

Os autos tinham gosto de metal. Minuta não é poema; decreto não é fábula; caderneta não é romance. Tudo seco, cortante, grampeado. O Supremo, aos poucos, convenceu o público mais teimoso de que “improviso” era palavra-poesia para encobrir o concreto. O 8 de janeiro não foi obra do acaso: foi ensaio geral, testando a acústica da Praça dos Três Poderes como quem testa um microfone antes do show. A pergunta muda: não é “se houve”; é “quem dirigiu”. E quando a pergunta muda, muda o país — às vezes, sem barulho.

Bolsonaro e o Silêncio

Bolsonaro, em casa, contava os votos com o pescoço. O telefone vibrava com mensagens que prometiam apoio, orações, advogados com pastas grossas. Algumas alegavam milagre; outras, artigo. O Silêncio é o maior inimigo de quem sempre viveu de palco. E só havia silêncio quando a TV ia para o intervalo. Aí vinha um anúncio de banco — e ele lembrava dos dias de motociata: grandes gestos, pequenas chances. Agora, gesto nenhum — e a chance diminuindo.

Julgamento de Bolsonaro no STF
Imagem gerada por IA via ChatGPT (OpenAI)

Se o país esperava uma explosão, não veio. O que veio foi pior para quem gosta de pirotecnia: consenso discreto sobre o essencial, com dissensos de nota de rodapé. O Supremo não puxou carro alegórico; empurrou processo. Não foi espetáculo de luzes; foi planilha de fato. Esse é o tipo de show que derruba audiência — e levanta Democracia. Sem fogos, sem trompetes, apenas a faca de quem sabe aonde cortar.

No Itamaraty, alguém escreveu “soberania” três vezes na mesma frase e dormiu com a consciência macia. Em Washington, alguém escreveu “liberdade de expressão” quatro vezes no mesmo parágrafo e acordou com a esperança dura. O público no Brasil leu as duas coisas, comentou uma piada, salvou um meme e foi ver o placar do Supremo. A diplomacia é feita de recados; o STF, de atos. Entre os dois, o país, com a ansiedade de quem aprendeu a ver política como temporada e não como Constituição. É o que tem pra hoje — e para amanhã também.

O 7 de Setembro passou como carnaval fora de época: fogos, drones, buzinas, oradores com bíblia na mão e decreto no bolso imaginário. Enquanto isso, o relator no Supremo distribuía adjetivos com cautela de farmacêutico: a dose exata para não matar o paciente — o Estado de Direito —, mas para alojar o veneno onde ele nasceu. Teve momento “Meu querido diário” quando o caderno do Ramagem virou prova de instrução; teve momento “não me escrevam na terceira pessoa em live” quando a Corte lembrou que Narração de golpista não vira documento de história. Brasília ri de nervoso; a Corte ri de cansaço.

A rima narrativa se constrói como cicatriz: começa com corte, termina com marca. Abertura: Brasília segurando a respiração. Meio: Brasília aprendendo a respirar com aparelho. Fecho: Brasília tentando soltar o ar sem tossir. O julgamento não curou o país, mas estancou a hemorragia. Do outro lado da rua, o Centrão afia a faca para operar sem anestesia: quer tirar cicatriz e vender como cura. É uma cirurgia de marketing: remove a lembrança, não o trauma. Dino e Moraes já escreveram no prontuário: “Recomendado não remover.” Brasília lê, mas assina “visto” com caneta Bic.

No fim da tarde, o Supremo pediu dez minutos de pausa e entregou à praça o que ela mais ama: suspense. Jornalistas correram pros celulares, advogados fingiram naturalidade, ministros olharam o nada com a serenidade treinada de quem sabe que cada vírgula vira briga. Na rua, as vigílias ganharam fôlego; em casa, o pijama do ex-presidente ganhou vincos. Dez minutos em Brasília são dez capítulos na cabeça de quem espera salvação por decisão. Nenhuma veio. Veio o que a Constituição oferece: processo.

Quando voltou, o relator manteve o trilho. O alfaiate arrematou a costura. O piscador piscou de novo. E o país entendeu o recado que tentava não ouvir: a democracia não é um palco onde todo mundo tem fala bonita; é uma fábrica onde cada peça tem função, e quem rouba parafuso responde pelo barulho da máquina. A partir dali, qualquer “anistia” que caminhar terá de pisar no mármore do Supremo sem escorregar do próprio discurso. Brasília sabe correr no polido — e cair sem barulho.

A noite chegou com a cidade ainda filmando. Redes soltaram dublagens; emissoras rodaram especiais; colunistas juraram que tinham previsto tudo desde 2019. Bolsonaro continuou em casa, com tornozeleira que é menos ferro e mais metáfora. Olhou para o telefone. Ninguém liga pra avisar que o roteiro mudou — linhas do destino não têm atendente. A televisão, mais honesta, avisou: amanhã tem mais. Não era ameaça; era programação.

E aqui a cena de abertura volta para nos fechar os olhos. Brasília prende a respiração. O Supremo liga a luz do palco. A plateia, feita de um país que ainda pensa com o estômago e julga com o polegar, sussurra que já sabe o final. Não sabe. “Cenas de um Julgamento” não tem final, tem continuação. No próximo episódio, Moraes segue com o bisturi, Dino com a linha, Fux com a piscada, o Centrão com a tesoura, Washington com o microfone, e Bolsonaro com o controle remoto — controle que não controla. A gente finge que é plateia, mas todo mundo, até quem não queria, atua. O roteiro continua não sendo de ninguém. A história, essa sim, é nossa — e cobra caro.

Nos créditos que não sobem, deixo o aviso que rima com a primeira frase: o país respira, mesmo quando parece prender o ar. O julgamento não mudou a gravidade, só lembrou onde é o chão. A série segue. A democracia não é herói, não é vilã — é set: se a gente desmonta, acaba o filme. Se a gente mantém, dá trabalho, tem dia que falta luz, mas tem cena que salva. E quando apagam as lâmpadas do plenário, Brasília ainda brilha — não por milagre, por insistência. Amanhã, de novo, todo mundo no set. E. play.

João Pedro Mello

João Pedro Mello
Divulgação

𝐏𝐞𝐫𝐟𝐢𝐥 𝐞𝐦 𝐕𝐞𝐫𝐬𝐨𝐬: à 𝐥𝐚 𝐋𝐞𝐦𝐢𝐧𝐬𝐤𝐢 (𝐉. 𝐌𝐞𝐥𝐥𝐨)
𝘌𝘯𝘵𝘳𝘦 𝘱𝘢𝘭𝘢𝘷𝘳𝘢𝘴, 𝘵𝘦𝘭𝘢𝘴 𝘦 𝘴𝘢𝘶𝘥𝘢𝘥𝘦𝘴 (𝘦)𝘵𝘦𝘳𝘯𝘢𝘴

𝚅𝚒𝚟𝚎 𝚍𝚎 𝚙á𝚐𝚒𝚗𝚊𝚜, 𝚍𝚎 𝚕𝚒𝚗𝚑𝚊𝚜 𝚎𝚖 𝚋𝚛𝚊𝚗𝚌𝚘,
𝚓𝚘𝚛𝚗𝚊𝚕𝚒𝚜𝚝𝚊 𝚏𝚘𝚛𝚖𝚊𝚍𝚘 𝚗𝚊 𝚏𝚘𝚖𝚎 𝚍𝚘 𝚎𝚗𝚌𝚊𝚗𝚝𝚘.
𝚎𝚜𝚌𝚛𝚎𝚟𝚎 — 𝚙𝚊𝚛𝚊 𝚘𝚞𝚝𝚛𝚘𝚜, 𝚙𝚊𝚛𝚊 𝚜𝚒 𝚎 𝚙𝚊𝚛𝚊 𝚘 𝚝𝚎𝚖𝚙𝚘 𝚚𝚞𝚎 𝚙𝚊𝚜𝚜𝚊,
𝚝𝚊𝚕𝚟𝚎𝚣 𝚗ã𝚘 𝚙𝚛𝚘𝚌𝚞𝚛𝚎 𝚜𝚎𝚛 𝚜𝚊𝚗𝚝𝚘 𝚎𝚖 𝚌𝚊𝚜𝚝𝚎𝚕𝚘 𝚍𝚎 𝚐𝚛𝚊ç𝚊.
𝚝𝚊𝚕𝚟𝚎𝚣 𝚜ó 𝚜𝚎 𝚙𝚎𝚛𝚌𝚊 𝚎𝚖 𝚙𝚊𝚕𝚊𝚟𝚛𝚊𝚜 𝚍𝚎 𝚙𝚛𝚊𝚗𝚝𝚘 𝚊𝚖𝚊𝚛(𝚎𝚕𝚘) 𝚍𝚊𝚜 𝚝𝚛𝚊ç𝚊𝚜

𝙳𝚎 𝚋𝚊𝚗𝚍𝚊𝚜, 𝚙𝚛𝚘𝚓𝚎𝚝𝚘𝚜, 𝚙𝚘𝚎𝚝𝚊 𝚎𝚖 𝚙𝚘𝚎𝚒𝚛𝚊,
𝚍𝚎 𝚋𝚕𝚘𝚐𝚜, 𝚗𝚘𝚝í𝚌𝚒𝚊𝚜, 𝚍𝚎 𝚛á𝚍𝚒𝚘 𝚎𝚖 𝚋𝚎𝚜𝚝𝚎𝚒𝚛𝚊
𝚊𝚜𝚜𝚎𝚜𝚜𝚘𝚛 𝚍𝚎 𝚏𝚘𝚗𝚎𝚖𝚊𝚜 𝚎𝚖 𝚙𝚘𝚍 (𝚜𝚎𝚖) 𝚌𝚊𝚜𝚝 𝚟𝚒𝚟𝚒𝚊,
𝚌𝚒𝚗𝚎𝚖𝚊 𝚙𝚞𝚕𝚜𝚊𝚗𝚝𝚎 𝚗𝚘 𝚙𝚎𝚒𝚝𝚘 𝚎𝚖 𝚌𝚊𝚍𝚎𝚒𝚛𝚊 𝚟𝚊𝚣𝚒𝚊.
𝚊𝚜𝚜𝚎𝚜𝚜𝚘𝚛 𝚍𝚎 𝚏𝚘𝚗𝚎𝚖𝚊𝚜 𝚎 𝚗𝚎𝚕𝚎 𝚎𝚍𝚒𝚝𝚊𝚟𝚊 𝚎𝚖 𝚙𝚒𝚗𝚌𝚎𝚕
𝚙𝚊𝚕𝚊𝚍𝚒𝚗𝚊𝚟𝚊 𝚗𝚊𝚜 𝚕𝚎𝚝𝚛𝚊𝚜, 𝚊𝚛𝚖𝚊𝚍𝚞𝚛𝚊 𝚎𝚖 𝚙𝚊𝚙𝚎𝚕,

𝚂𝚎 𝚏𝚎𝚣 𝚜𝚎𝚖 𝚝𝚛𝚘𝚏é𝚞, 𝚌𝚘𝚖 𝚖𝚒𝚜𝚝𝚘 𝚍𝚎 𝚏𝚎𝚕, 𝚌𝚑𝚎𝚐𝚊𝚍𝚊 𝚎𝚖 𝚕𝚒𝚗𝚑𝚊
𝚌𝚘𝚖𝚙𝚘𝚗𝚍𝚘 𝚗𝚊 𝚏𝚛𝚊𝚜𝚎 𝚜𝚎𝚖 𝚏𝚘𝚖𝚎 𝚘𝚞 𝚖𝚊𝚍𝚛𝚒𝚗𝚑𝚊
𝚖𝚊𝚜 𝚊𝚝é 𝚚𝚞𝚊𝚗𝚍𝚘 𝚎𝚜𝚌𝚛𝚎𝚟𝚘? 𝙽ã𝚘 𝚜𝚎𝚒, 𝚗ã𝚘 𝚌𝚘𝚗𝚝𝚘.
𝚝𝚊𝚕𝚟𝚎𝚣 𝚊𝚝é 𝚖𝚘𝚛𝚛𝚎𝚛 𝚍𝚎 𝚜𝚊𝚞𝚍𝚊𝚍𝚎, 𝚝𝚊𝚕𝚟𝚎𝚣 𝚊𝚝é 𝚖𝚘𝚛𝚛𝚎𝚛 𝚍𝚎 𝚎𝚗𝚌𝚊𝚗𝚝𝚘.

𝚂𝚎𝚓𝚊 (𝚎)𝚝𝚎𝚛𝚗𝚘. 𝚂𝚎𝚖𝚙𝚛𝚎

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 10/09/2025
  • Fonte: Sorria!,