Bolsonaro e Nikolas zombam ato de Boulos na Paulista contra anistia

Troca de farpas entre Bolsonaro e Boulos marca protestos contra anistia; polarização política no Brasil atinge novo nível nas ruas.

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Recentemente, o cenário político brasileiro presenciou uma troca de farpas entre figuras proeminentes da direita e organizadores de um ato contra a anistia aos condenados pelos eventos de 8 de Janeiro. O evento, liderado pelo deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP), ocorreu na Avenida Paulista, em São Paulo, e visou criticar as tentativas de anistia promovidas por seus opositores.

A mobilização organizada por Boulos surgiu como uma resposta direta ao protesto encabeçado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, realizado no dia 16 de março. Este foi o primeiro evento público do ex-mandatário após ter sido formalmente acusado em processos judiciais.

Bolsonaro não deixou passar a oportunidade de desmerecer o ato de Boulos. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ele ironizou a Universidade de São Paulo (USP), que estimou que seu próprio ato reuniu cerca de 18,3 mil participantes. Para o ex-presidente, esses números refletem um apoio significativo.

Por sua vez, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também se juntou às críticas. Ele desdenhou da mobilização da esquerda, mencionando que tinha contado apenas 44 manifestantes em uma fotografia do evento e provocando: “Se o Bolsonaro comer um pastel na Paulista, dá mais gente”. Suas declarações visam minimizar a relevância do ato organizado por Boulos.

Os protestos contra a anistia ocorreram simultaneamente em várias capitais brasileiras, incluindo Belo Horizonte (MG). As campanhas convocatórias frequentemente usaram imagens do ex-presidente Jair Bolsonaro para chamar a atenção do público.

No último pronunciamento feito na quarta-feira (26/3), após ser designado réu pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro novamente desqualificou a mobilização liderada por Boulos. Ele se referiu ao ato como um “movimento da esquerda”, enfatizando seu desdém pela iniciativa: “Dia 30 agora vai ter um movimento da esquerda. Estou até promovendo. Qual é a pauta? Prisão do Bolsonaro”.

Esses episódios refletem a polarização política atual no Brasil, onde manifestações e atos públicos se tornaram arenas para disputas retóricas acaloradas entre as diferentes correntes ideológicas.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 30/03/2025
  • Fonte: Sorria!,