Bolsonaro diz que irá torcer por Michelle contra Tarcísio nas eleições de 2026
Ex-presidente também voltou a dizer que as eleições de 2026 sem que ele concorra é “negação à democracia”
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 21/06/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reiterou sua posição sobre as eleições de 2026, afirmando que sua ausência na corrida presidencial representaria uma “negação à democracia”. Em uma declaração feita após exames médicos em Brasília, o ex-mandatário expressou apoio à sua esposa, Michelle Bolsonaro, caso não possa concorrer.
Na manhã do último sábado (21), Bolsonaro passou por avaliações médicas, decorrentes de um mal-estar apresentado durante uma agenda em Goiânia na sexta-feira (20). De acordo com informações de sua assessoria, os exames já estavam agendados previamente.
Durante a interação com a imprensa após o procedimento, o ex-presidente foi indagado sobre quem poderia ser seu sucessor na candidatura, se não pudesse participar das eleições. Ele mencionou tanto o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, quanto sua esposa. “Eu torço pela Michelle, ela é a primeira a falar entre nós três. A primeira a falar vai ser ela”, declarou Bolsonaro.
Além disso, o ex-chefe do Executivo utilizou a oportunidade para criticar investigações que envolvem a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), as quais ele considera como parte de uma estratégia para afastá-lo das próximas disputas eleitorais. Ele se referiu às apurações como “mais uma narrativa” destinada a prejudicar sua imagem política.
Bolsonaro defendeu energicamente sua participação nas eleições programadas para o próximo ano, afirmando: “Eleições ano que vem, pelo que tem até agora posto na mesa, sem Jair Bolsonaro, é uma negação à democracia. […] Podemos admitir que meia dúzia de burocratas decidam quem vai ser ou não ser candidato?”
Vale ressaltar que em junho de 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou Bolsonaro inelegível por um período de oito anos. A decisão foi baseada em acusações de abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação durante um encontro com embaixadores em julho de 2022, onde ele questionou sem evidências a integridade do sistema eleitoral. Posteriormente, o TSE impôs nova condenação ao ex-presidente por abuso de poder político e econômico durante as celebrações do Bicentenário da Independência, em 7 de setembro de 2022, também no contexto da campanha eleitoral.