Bolsonaro realiza cirurgia no DF e deixa hospital horas depois

Ex-presidente foi internado no Hospital DF Star, onde exames apontaram anemia e resquícios de pneumonia

Crédito: Antonio Augusto/STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na manhã deste domingo (14) no Hospital DF Star, em Brasília, para a realização de exames e um procedimento cirúrgico. Segundo boletim médico divulgado pela instituição, ele foi submetido a exames laboratoriais, de imagem e à retirada de oito lesões cutâneas no tronco e no braço direito.

Os testes apontaram um quadro de anemia por deficiência de ferro e uma imagem residual de pneumonia recente por broncoaspiração. O procedimento foi feito sob anestesia local e sedação, sem complicações. Bolsonaro também recebeu reposição de ferro por via endovenosa.

Procedimento cirúrgico e alta hospitalar

De acordo com a equipe médica responsável, as lesões retiradas passarão por análise anatomo-patológica para definição diagnóstica e avaliação sobre a necessidade de tratamento complementar.

Após a intervenção, Bolsonaro recebeu alta hospitalar ainda neste domingo. O boletim recomenda a continuidade do tratamento da hipertensão arterial, do refluxo gastroesofágico e de medidas preventivas contra novos episódios de broncoaspiração.

Escolta gera críticas

O deslocamento do ex-presidente ao hospital foi acompanhado por forte esquema de segurança, com agentes das polícias Federal, Militar, Penal e de Operações Especiais. A escolta incluiu comboio de viaturas e batedores, medida que foi alvo de críticas de seu filho, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ).

Nas redes sociais, Carlos classificou a operação como uma “humilhação”, afirmando que o pai foi exposto de forma desnecessária. Segundo ele, agentes armados permaneceram dentro do hospital durante o procedimento cirúrgico.

Prisão domiciliar e restrições

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília desde 4 de agosto. Esta foi a segunda saída autorizada desde então e a primeira após a condenação. Em agosto, ele havia deixado a residência para exames que diagnosticaram esofagite, gastrite e resíduos de infecções pulmonares.

No fim do mês passado, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o endurecimento das condições da prisão domiciliar, após manifestação da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República que apontaram risco de fuga. Desde então, o monitoramento passou a ser integral, com inspeção de veículos que deixam a residência do ex-presidente.

  • Publicado: 02/02/2026
  • Alterado: 02/02/2026
  • Autor: 14/09/2025
  • Fonte: PMSCS