Bolsonaro vai a culto de tornozeleira e chora com pregação de Michelle
Michelle Bolsonaro cita censura, e ex-presidente se emociona em culto no DF
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 24/07/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
Na manhã desta quinta-feira (24), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi visto emocionado durante um culto na Igreja Casa da Benção, localizada em Taguatinga (DF). O momento tocante aconteceu enquanto sua esposa, Michelle Bolsonaro, realizava a pregação.
Atualmente, Bolsonaro está sob vigilância devido ao uso de tornozeleira eletrônica e outras restrições determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que incluem limitações de horário e a proibição de deixar sua residência nos finais de semana.
Durante o culto, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, respondeu aos advogados do ex-presidente ao decidir, neste momento, não aplicar uma prisão preventiva, apesar de ter reconhecido que Bolsonaro descumpriu algumas das medidas cautelares estabelecidas pela corte.

O ex-presidente compareceu à cerimônia ao lado do senador Magno Malta (PL-ES) e de seu filho Jair Renan, vereador em Balneário Camboriú (SC), que tem acompanhado o pai desde o início da semana.
A Igreja Casa da Benção é conhecida por sua tradição evangélica e já esteve envolvida em controvérsias no passado, especialmente um escândalo em 2010 que envolveu o ex-governador José Roberto Arruda. Pastores da instituição foram gravados em um vídeo que evidenciou práticas corruptas conhecidas como “oração da propina“.
Em seu discurso durante o culto, Michelle Bolsonaro fez menção à censura que seu marido estaria enfrentando, afirmando que “Deus está no comando“. A presença do ex-presidente na primeira fileira da igreja foi marcada por lágrimas enquanto ouvia as palavras da esposa.

Alexandre de Moraes observou que Bolsonaro continuou a incitar seus apoiadores contra as restrições impostas pelo STF durante um pronunciamento na Câmara dos Deputados. A replicação das declarações do ex-presidente nas redes sociais pelo filho Eduardo Bolsonaro foi considerada pelo ministro como um “ilícito modus operandi” para obstruir a Justiça.
A decisão de Moraes esclarece que Bolsonaro não está impedido de realizar entrevistas ou discursos públicos. No entanto, segundo o ministro, as restrições se aplicam à utilização de estratégias que visem à continuidade de atividades ilícitas.

Moraes argumenta que as declarações feitas por Bolsonaro são planejadas para gerar repercussão nas redes sociais de forma coordenada. Esta abordagem seria interpretada como uma tentativa do ex-presidente de contornar a proibição imposta pelo STF sobre o uso das redes sociais.