Bolsonaro ainda não desistiu de Ramagem na PF

A Advocacia-Geral da União pediu hoje (8) que o Alexandre de Moraes, do STF, reconsidere a decisão que suspendeu o a nomeação e a posse de Alexandre Ramagem como novo diretor-geral da PF

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Ao suspender a nomeação, Moraes atendeu a um pedido feito pelo PDT por meio de um mandado de segurança. Na decisão, o ministro citou declarações do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro que, ao deixar o cargo, acusou o presidente Jair Bolsonaro de tentar interferir politicamente na PF.

Na petição, a AGU sustenta que não há provas da suposta interferência e, dessa forma, a nomeação deve ser liberada para que o presidente da República possa exercer suas prerrogativas e indicar novamente Ramagem para a direção da PF.

“A alegada intenção de interferência ilícita em investigações da Polícia Federal requer demonstração material concreta, isto é, a indicação de atos diretivos e concatenados que não deixem dúvida acerca da abusiva intromissão. Não há quaisquer provas nos autos que contemplem alguma ordem presidencial voltada a manipular ou a fraudar investigação da Polícia Federal”, diz a AGU.

Desde a exoneração de Moro, o presidente nega que tenha pedido para o então ministro interferir em investigações da PF.

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  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 08/05/2020
  • Fonte: Farol Santander São Paulo