Bolsa deve ficar por conta de dados dos EUA e Petrobras

A semana encurtada pelo feriado de Natal deve se traduzir em mais um pregão de giro fraco. Mas a agenda mais forte desta terça pode animar os investidores a forçarem um pouco mais a mão

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Logo cedo, o mercado já tomou conhecimento do conteúdo do Relatório Trimestral de Inflação, mas, na Bovespa, isso deve seguir em segundo plano, já que as atenções devem se voltar novamente para Petrobrás. Neste começo de sessão, os papéis da empresa já caíram e subiram. Às 10h13, avançavam 0,30% na ON e 0,10% na PN. O Ibovespa caía 0,23% no mesmo horário, aos 50.007,83 pontos, a despeito de as bolsas internacionais operarem com ganhos.

Na noite de ontem, a presidente da estatal, Graça Foster, deu entrevista ao Jornal Nacional para rebater as acusações feitas na véspera, no Fantástico, pela ex-gerente-executiva da Diretoria de Abastecimento da Petrobras Venina Velosa. Na ocasião, ela disse ter informado sobre as irregularidades verificadas por ela “a todas as pessoas que podiam fazer algo” e que, além de ter registrado suspeitas por e-mail, chegou a discutir o assunto pessoalmente com a atual presidente da estatal, Graça Foster, quando a executiva máxima da companhia era diretora de Gás e Energia.

A Petrobras já havia informado o mercado, por meio de comunicado enviado à CVM, que Graça não havia sido informada sobre as referidas irregularidades apontadas por Venina. Ontem, Graça deu a mesma resposta textualmente: “Ela (Venina) nunca citou palavras simples como corrupção e conluio”, nem pessoalmente nem por e-mail. Segundo ela, em nenhum momento, denúncias de corrupção foram feitas à diretoria da empresa. “Ela (Venina) não fez uma denúncia; poderia ter feito, mas não fez. Ela dizia tarde demais para entrar em detalhes”, disse Graça.

Ontem, a presidente Dilma Rousseff saiu em defesa de Graça e da diretoria da estatal e disse que mudanças devem ocorrer apenas no Conselho de Administração e não no comando da empresa. Vale destacar que na véspera as ações da Petrobras ignoraram o forte recuo dos preços do petróleo e também as denúncias de Venina. Desta forma, hoje também podem apenas monitorar de longe a resposta dada por Graça. De todo o modo, o volume fraco do mercado favorece movimentos de defesa, o que parece ter ocorrido ontem. Cobertura de posições vendidas também ajudam a explicar a forte alta de quase 5% dos papéis da estatal da véspera.

Logo mais, nos EUA, saem dados relevantes, como a última revisão do PIB do terceiro trimestre, e isso pode fazer a Bolsa paulista ‘colar’ lá fora, apesar de não ter feito isso ontem. A agenda lá ainda prevê encomendas de bens duráveis de novembro, sentimento do consumidor de dezembro da Universidade de Michigan, os dados de renda pessoal e gastos com consumo (novembro), vendas de moradias novas (novembro), índice de atividade regional de dezembro do Fed de Richmond e os estoques semanais de petróleo bruto. Em tempo: Hoje acontece a segunda rodada de votação no Parlamento da Grécia para a escolha do novo presidente do país. Na semana passada, o governo grego não obteve aprovação parlamentar para seu candidato e o tema será monitorado pelo mercado. Por enquanto, as bolsas europeias sobem, à espera de dados positivos do PIB dos EUA.

Leia Anterior: Impulsionado por Petrobras e bancos, Ibovespa fecha em alta

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 23/12/2014
  • Fonte: FERVER