Black Friday X Good Friday: consumo, caráter e responsabilidade
A cultura do consumo contrasta com a urgência da responsabilidade social, do caráter e do impacto real nas decisões de empresas e pessoas
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 21/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
No calendário corporativo, Black Friday é o Super Bowl do varejo. OKRs estouram, dashboards explodem de tráfego, CFO sorri satisfeito com o cashflow acelerado. É a eficiência operacional em sua forma mais pura.
Mas existe um desconforto estratégico que nenhuma liderança gosta de colocar na pauta: Por que dedicamos inteligência, budget e obsessão à Black Friday, mas tratamos responsabilidade social como um apêndice administrativo?
Simples: Porque Black Friday gera lucro imediato. E responsabilidade social exige algo que não se compra na Amazon: INTEGRIDADE.
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O discurso bonito e o impacto que nunca chega

Executivos falam de ESG como se fosse badge premium. Publicam relatórios que ninguém lê. Falam em “impacto sistêmico” com a mesma convicção de quem recita jargões para agradar investidores. Mas quando a discussão chega no ponto sensível — orçamento real para inclusão, educação, oportunidade, dignidade — o discurso se esfarela. O ROI some. O propósito evapora. O budget “não fecha”.
No fundo, o mercado se acostumou com uma narrativa confortável: Responsabilidade social é prioridade… desde que não mexa na linha fina do P&L.
Pessoas fazem igual. Gastar no impulso? Fácil. Doar com constância? Complexo. Afinal, no teatro social contemporâneo, o ego sempre tem prioridade orçamentária. E aqui está a verdade que empresas e indivíduos evitam — porque dói admitir: Não falta dinheiro. Falta coragem de alinhar o discurso ao comportamento.
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Black Friday X Good Friday: Impacto não é marketing

O Good Friday é uma provocação executiva, não uma campanha. Ele expõe o que muitos conselhos preferem manter embaixo do tapete:
- Empresas querem reputação de impacto, mas não querem custo de impacto.
- Pessoas querem propósito, mas não querem disciplina.
- Organizações querem legado, mas continuam escravas do trimestre.
E enquanto isso, problemas reais seguem sendo tratados como externalidades inevitáveis — convenientemente fora do escopo estratégico. Mas toda empresa que almeja jogar o jogo das gigantes entende um fato simples e brutal: Responsabilidade social não é filantropia. É infraestrutura de futuro.
Empresas que investem em impacto não estão “fazendo o bem”. Estão construindo a sociedade que garantirá sua sobrevivência nos próximos 30 anos.
As outras?
Essas seguem celebrando Black Friday como se isso fosse estratégia — quando na verdade é só barulho.
Então, neste dia de ofertas, vale a pergunta que diferencia líder de gestor: Você está alocando recursos para sustentar o próximo trimestre ou para sustentar a próxima geração? Se a resposta dói, perfeito. É sinal de que ainda existe espaço para evolução — pessoal e corporativa.
Black Friday faz a curva subir. Good Friday faz o mundo subir. E no fim, é isso que líderes de verdade deixam como legado, não “recordes de vendas”, mas recordes de responsabilidade.
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