Black Friday 2025 tem previsão de alta nas vendas e consumo
Levantamento da ACSP indica que quase metade dos brasileiros usará o 13º salário nas promoções.
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 26/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Multiplan MorumbiShopping
O varejo nacional aguarda com otimismo a chegada da Black Friday, impulsionado por dados recentes que apontam um cenário favorável para o comércio. Uma pesquisa de intenção de compra realizada pela PiniOn, a pedido da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), revela que 37,5% dos 1.675 entrevistados em todo o país pretendem efetivar compras na data.
O levantamento mostra uma evolução em comparação ao ano anterior, com um leve aumento na intenção de consumo e uma redução no número de pessoas que não pretendem comprar (31,6%). Contudo, uma parcela significativa de 30,8% ainda se declara indecisa, o que representa uma oportunidade estratégica para as empresas converterem vendas durante a Black Friday.
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Motivações e comportamento do consumidor
Ao analisar os impulsionadores de compra, o estudo destaca que a aquisição de itens de necessidade real é a prioridade para a maioria dos consumidores (48,3%). Outros 46,3% buscam aproveitar as promoções exclusivas do período, enquanto 25,1% enxergam na data uma chance de antecipar os presentes de Natal.
Esses indicadores sugerem que não haverá uma “canibalização” expressiva das vendas natalinas. Pelo contrário, a perspectiva é de crescimento contínuo do varejo tanto em novembro quanto em dezembro, mantendo o aquecimento do setor neste final de ano.
Ticket médio e uso do 13º salário
Quanto ao orçamento reservado para a Black Friday, 45,7% dos consumidores planejam gastar valores superiores aos de 2024. A faixa de gasto predominante, apontada por 56,7% dos participantes, situa-se entre R$ 50 e R$ 900.
Um dado relevante para a economia é a origem dos recursos: 47,6% dos entrevistados pretendem utilizar a primeira parcela do 13º salário para custear as aquisições. Embora tenha havido uma queda na proporção de consumidores que não usarão esse benefício em comparação ao levantamento anterior, a injeção desse capital extra continua sendo um motor vital para as transações no período.
Canais de venda e itens mais desejados
A consolidação do digital permanece evidente. O estudo aponta que 57,8% planejam realizar suas compras de forma on-line (via computador ou dispositivos móveis), enquanto 58% devem recorrer às grandes redes de varejo.
Na lista de desejos para esta Black Friday, as categorias líderes mantêm a tendência histórica:
- Roupas, calçados e acessórios: 36,7%
- Celulares: 25,5%
- Perfumes: 23,1%
- Móveis e artigos para o lar: 19,5%
- Eletroeletrônicos (TVs, notebooks, tablets): Variando entre 14% e 16%
Um ponto de atenção é a preferência pela modalidade de pagamento. Devido ao alto custo do crédito e ao endividamento das famílias, nota-se uma predileção pelo pagamento à vista (dinheiro, débito ou PIX), em detrimento do parcelamento.
Cenário econômico favorável
Para especialistas, o ambiente macroeconômico contribui para o otimismo. Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP, projeta um desempenho superior ao de 2024 para esta edição da Black Friday. A resiliência do mercado de trabalho, somada ao avanço do emprego e da renda, são fatores determinantes.
Ruiz de Gamboa ressalta ainda o impacto das transferências governamentais no poder de compra:
“Esse conjunto de fatores cria um ambiente favorável para o varejo.”
Com uma parcela expressiva de consumidores ainda indecisos, o comércio tem espaço para ampliar resultados e reafirmar a Black Friday como uma das datas mais cruciais do calendário econômico brasileiro.