Bienal divulga lista com mais de 90% de artistas negros e não brancos

Pluralidade começa no grupo curador, que conta com dois artistas brasileiros, um português e outro espanhol para firmar o compromisso também multidisciplinaridade

Crédito: Foto: Levi Fanan/Fundação Bienal de São Paulo

Coreografias do Impossível é o tema da 35.ª Bienal de São Paulo, que será aberta em 6 de setembro. Este ano, a mostra é organizada por quatro curadores – os brasileiros Hélio Menezes, ex-curador do Centro Cultural São Paulo, e a pesquisadora Diane Lima, mais a artista portuguesa Grada Kilomba e o espanhol Manuel Borja-Villel, que esteve até janeiro à frente do Museu Reina Sofia, em Madri, no qual atuou durante anos para oxigenar o acervo da instituição, apostando em arte latino-americana.

PLURAL. Com grupo de trabalho criado há um ano, o quarteto busca fomentar manifestações criativas em diversas frentes, como performance, dança, arte conceitual, pintura etc. Para firmar esse compromisso com a pluralidade e a multidisciplinaridade, foi lançado neste sábado Dançar É Inscrever no Tempo, um caderno que traz os processos e pesquisa sobre artistas e obras presentes na Bienal.

“A ideia do grupo é trabalhar em conjunto para complementar o olhar”, pondera Menezes. Esse caráter reflete na composição dos artistas, divulgada em uma lista prévia na quinta, 27, com 43 nomes, entre 37 artistas, quatro duplas e dois coletivos, que somam 92% de pessoas declaradas negras, indígenas ou não brancas. Uma delas é a designer gráfica Nontsikelelo Mutiti, responsável pela identidade visual da Bienal.

“É importante pensar um espaço para acolher o visitante e, para isso, queremos reescrever a arquitetura com a própria arquitetura já a partir da expografia”, adiantou Kilomba, que pretende aproveitar melhor o espaço do Pavilhão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Publicado: 20/02/2026
  • Alterado: 20/02/2026
  • Autor: 30/04/2023
  • Fonte: Patati Patatá Circo Show