Biblioteca Nair Lacerda apresenta exposição em homenagem à jornalista, escritora e tradutora que dá nome ao local
Obras raras, fotografias, citações, livros e mobília fazem parte do acervo da mostra gratuita, que pode ser visitada a partir desta segunda-feira (5)
- Publicado: 04/03/2012 16:15
- Alterado: 04/03/2012 16:15
- Autor: Felipe Menezes
- Fonte: SECOM Santo André
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A Biblioteca Nair Lacerda abre, na próxima segunda-feira (5), uma exposição em homenagem à jornalista, escritora e tradutora que dá nome ao local. O evento faz parte das comemorações do Mês da Mulher. Obras raras, fotografias, citações, livros, mobília e objetos pessoais ficarão disponíveis para visitação até o dia 31 de março, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados, das 8h às 12h. A entrada é gratuita. Duas peças inéditas e toda sua obra também serão amplamente divulgadas por meio do link www.santoandre.sp.gov.br/biblioteca/nl.
Biografia
Nair Lacerda – nome literário de Nair Veiga Lacerda – nasceu na cidade de Santos, no dia 18 de julho de 1903. Como jornalista trabalhou para oJornal de São Paulo, Diário de Santos, e colaborou para outras publicações, além de assinar, a partir de 1932, a crônica semanal em A Tribuna.
Traduziu cerca de 200 títulos para diversas editoras, em quatro diferentes idiomas. Entre os trabalhos destacam-se A idade de ouro no Brasil – que faz parte da famosa coleção Brasiliana -, a série de cinco volumes intitulada Reis malditos, e a edição de As mil e uma noites, em oito volumes. Para o teatro traduziu peças como Os homens preferem as louras, A hora da fantasia, É proibido suicidar-se na Primavera e A sereia louca.
Em 1986, Nair publicou uma coletânea de suas crônicas, sob o títuloReflexos. Como escritora também participou do livro Os romancistas, sendo autora da biografia de Leon Tolstoi. Em 1962, a polivalente do mundo da literatura foi reconhecida pela Câmara Brasileira do Livro com o Prêmio Jabuti de Tradução, pelo conjunto de seus trabalhos.
Ativa também como fomentadora de conhecimento, Nair Lacerda exerceu, entre 1964 e 1969, o cargo de secretária de Educação, Cultura e Esportes da Prefeitura de Santo André, quando instalou as bibliotecas Central, Infantil, Circulante, Sala para Braile e Cecília Meirelles. Em 1982, recebeu o título de “Mulher do Ano”, concedido pelo Movimento de Arregimentação Feminina. Faleceu em 29 de agosto de 1996, aos 93 anos, na cidade de Santo André.