Bebedouro terá maior usina de biogás do mundo com resíduos cítricos
Com apoio do Governo de SP, a Louis Dreyfus Company inicia construção de usina que visa reduzir em 50% o consumo de combustível fóssil na produção de suco de laranja
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 11/03/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
A produção de biogás a partir dos resíduos da citricultura, um dos principais setores da economia agrícola paulista, foi anunciada nesta terça-feira (11/03) em Bebedouro. Com apoio do Governo de São Paulo, a multinacional francesa Louis Dreyfus Company (LDC) lançou a pedra fundamental de sua nova planta, que será a maior usina de biogás do mundo produzida a partir de resíduos cítricos.
“É a primeira planta do Brasil a produzir combustíveis renováveis por meio dos processos da laranja. Trata-se de um investimento de milhões de dólares, demonstrando que São Paulo oferece segurança jurídica, pesquisa, combate ao greening, seguro rural e disponibilidade de crédito“, destacou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai.
Impacto econômico e energético
Na safra 2023/2024, o setor de citros gerou 45.112 empregos em São Paulo, um aumento de 10% em relação à safra anterior. O suco de laranja é um dos destaques na balança comercial do agronegócio paulista, representando 15,5% das exportações e somando US$ 334,41 milhões.
A nova usina será instalada em Bebedouro, ao lado da principal indústria de suco de laranja da LDC. A planta terá capacidade para receber 390 metros cúbicos por hora de resíduos da indústria de suco e poderá gerar até 7 milhões de metros cúbicos normais de gás por hora (Nm³/h) nos próximos anos. A empresa estima uma redução de 50% no uso de combustível fóssil e pretende abastecer 100% da energia da unidade de Bebedouro com biogás.
O avanço das energias renováveis no estado foi impulsionado em 2024 pelo lançamento de novos procedimentos para produção de biogás e biometano em propriedades rurais, abrangendo setores como avicultura, suinocultura, bovinocultura, frigoríficos e abatedouros.
SP reduz avanço do greening
Graças aos esforços da Secretaria de Agricultura e da cadeia produtiva de citros, a incidência do greening — praga que ameaça os pomares de citros no mundo — caiu 54% no cinturão citrícola paulista em 2024, segundo dados do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus).
Desde 2023, mais de 40 mil mudas irregulares foram retiradas de circulação pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), incluindo mudas suspeitas de greening, reforçando as ações de controle da praga.