BC eleva expectativas de crescimento do PIB e reduz projeções de inflação para 2025
Banco revisa PIB para 2,1% em 2025 e reduz inflação para 4,9%
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 26/06/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
O Banco Central do Brasil (BC) anunciou uma atualização nas suas projeções econômicas, elevando a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,9% para 2,1% para o ano de 2025. Simultaneamente, as previsões de inflação para o mesmo período foram ajustadas para baixo, passando de 5,1% para 4,9%. Essa revisão foi divulgada no Relatório de Política Monetária (RPM) publicado nesta quinta-feira, 26.
O PIB representa a soma das riquezas produzidas no país. Apesar da expectativa positiva de crescimento, o Banco Central alertou sobre uma “perspectiva de desaceleração da atividade econômica ao longo do ano”.
O RPM não apenas detalha as diretrizes das políticas implementadas pelo Comitê de Política Monetária (Copom), mas também oferece uma análise abrangente da evolução recente e das previsões futuras da economia brasileira.
Inflação em Perspectiva
No que diz respeito à inflação, houve uma leve redução nas projeções para os anos de 2025 e 2026. A estimativa para 2025 caiu em 0,2 pontos percentuais, enquanto a previsão para 2026 registrou uma diminuição de 0,1 ponto percentual. O relatório indica que essa alteração é resultado da queda nas projeções tanto para preços livres quanto para preços administrados.
O BC atribui as novas previsões às pressões inflacionárias oriundas de uma atividade econômica que superou as expectativas iniciais, mas aponta que fatores como a valorização do câmbio e a diminuição dos preços do petróleo têm contribuído para pressionar a inflação para baixo.
Meta Inflacionária
A meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com uma margem de variação de 1,5% para mais ou para menos, resultando em um intervalo que varia entre 1,5% e 4,5%. Nesse contexto, o relatório destaca que a robustez da economia pode dificultar a convergência em direção à meta inflacionária.
Segundo o documento do BC, “a inflação continua acima da meta e as expectativas permanecem desancoradas”. A inflação acumulada nos últimos doze meses aumentou de 5,06% em fevereiro para 5,32% em maio. Essa alta foi ligeiramente inferior ao previsto anteriormente.
Desafios Futuros
A avaliação do Banco Central sugere que tanto a inflação total quanto a média dos núcleos foram “ligeiramente menores” em comparação com o trimestre anterior; no entanto, ainda estão acima da meta. A ata do Copom revelou que a manutenção da convergência da inflação à meta requer uma política monetária significativamente contracionista por um período prolongado.
As projeções indicam que a inflação se manterá acima do limite tolerável nos próximos meses e começará a diminuir apenas no quarto trimestre do ano. O relatório prevê uma inflação acumulada na faixa de 5,4% a 5,5% nos primeiros três trimestres de 2025, com queda prevista para 4,9% no final do ano e continuidade da descida em anos seguintes.
Cenário Econômico Doméstico e Externo
No cenário externo, o relatório ressalta que as condições ainda são desafiadoras e exigem cautela por parte dos países emergentes. O aumento das tensões geopolíticas tem gerado incertezas adicionais sobre a política econômica dos Estados Unidos e suas implicações globais.
A volatilidade nas diversas classes de ativos também tem impactado as condições financeiras internacionais, conforme observado pelo Banco Central.